quinta-feira, 19 de abril de 2018

O futuro do sexo

Chega de falar sobre guerra, imigrantes e elites psicopáticas cheias de ódio e destruição, vamos falar de temas menos deprimentes, vamos falar sobre sexo!

Não sou muito fã de videogames mas no outro dia joguei um videojogo japonês e achei interessante a historinha. Enquanto o jogo em si é dos mais nerds possíveis (luta entre mini-robôs construídos por cada usuário), intercalada com cada nível há uma historinha ilustrada com diálogos e animação.

São várias histórias possíveis de acordo com o personagem que você escolhe, e em cada uma das historinhas tem uma ninfeta japinha de anime diferente. À medida em que você avança no jogo, o romance com a ninfeta esquenta. Cada ninfeta tem uma personalidade ou estereótipo diferente: a tímida, a extrovertida mas fútil, a amiga de infância, etc. Não chega a ter nenhuma cena de sexo, mas o subtexto está todo ali.

Seriam tais jogos substitutos para o contato real? É sabido que os japoneses hoje em dia fazem muito pouco sexo. Muitos jovens tem apenas namoradas virtuais. Mas, mesmo entre os casais, parece que a libido diminuiu e muitos dizem não fazer sexo com seus cônjuges (efeito do excesso de trabalho, ou da radiação?)

Alguns acreditam que as mulheres japonesas ocidentalizadas ficaram tão chatas e exigentes, e um povo acostumado a ter seus casamentos e relações arranjadas pelos parentes ficou tão perdido com a nova "liberdade" e com tanto medo de rejeição, que os jovens preferem assistir pornô a ter uma relação.

Existem razões profundas para esse medo. Afinal, no mercado multicultural global, o homem asiático é rejeitado. As asiáticas que podem procuram brancos. Crescentemente, algumas procuram negros também. Tem até uma escritora japonesa que ficou popular escrevendo romances interraciais. Seria o Japão a próxima vítima do multicuckturalismo?

Mas o fenômeno da virtualização do sexo é crescente, e não afeta apenas o Japão.

A revolução sexual, aparentemente liberadora, na verdade gerou uma nova geração mais assexuada. As pessoas começam apenas agora a dar-se conta que a tal "liberação sexual" só serviu mesmo para alguns poucos, mais altos no totem sexual e que portanto obtiveram maior atenção feminina.

Mas para o "homem comum" a coisa só piorou. Com a liberação sexual e o feminismo, o casamento e as relações estáveis (principal modo de sexo para as massas) diminuíram, e portanto também diminuíram as oportunidades de uma vida sexual ativa para a maioria.

Some-se a isso a crise da obesidade e o fato da maioria do entretenimento atual ser sedentário e dentro de casa (netflix, mídia social, videogames, etc) e temos um coquetel perfeito para o celibatarismo involuntário global, substituído por animes e pornô. 

É bem possível que no breve futuro teremos robôs sexuais (no Japão já é uma realidade), ou então, simulações em realidade virtual com sensores acoplados no pênis. Não vejo muita graça nisso, aliás nem assisto mais nenhum tipo de pornografia por julgá-la prejudicial ao cérebro e à alma, mas posso entender como poderá ser, para muitos, um substituto aceitável para a intimidade impossível.

Evidentemente, fica a questão da reprodução, até hoje possivel somente através do sexo de um homem com uma mulher, mas tenho fé que nossas queridas elites estão trabalhando duramente na criação de úteros artificiais e incubadoras centralizadas como nos mais célebres romances de ficção científica. Talvez, no futuro, haverá uma dissociação completa, o sexo será apenas virtual, e a reprodução ficará a cargo de máquinas controladas pelo estado global.

Admirável mundo novo!

(Epa, mas eu não queria falar de algo menos deprimente? Desculpem, foi mal...)

Robôs não serão apenas para sexo...
...mas romance também...
...e até a pedofilia virtual será encorajada.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Não confie em ninguém (nem neste texto)

No outro dia alguém comentou sobre a esquisitice do movimento da "terra plana" que surgiu nos últimos anos, e sempre me perguntei de onde tinha saído essa bizarrice, que em parte é piada mas em parte, talvez não.

Pois não é que justamente li aqui no blog do Aeoli uma teoria interessante, e que faz todo sentido: o que está ocorrendo é que a descrença das instituições chegou a tal ponto que muitos só acreditam naquilo que podem comprovar com os próprios olhos (e olhe lá - não poderiam nossos olhos ser parte da Matrix?).

Mesmo a Ciência, suposto sinônimo de objetividade, terminou desacreditada, coitada, de tanto se misturar com a ideologia. E não é para menos: vejam por exemplo uma revista supostamente "científica" como National Geographic que em sua última edição focando em raça (ou mais bem em sua presunta inexistência) conta uma série de lorotas absurdas e patentemente anti-científicas sobre antropologia e genética. E não falemos de outros temas ainda mais discutíveis como o "Aquecimento Global" que já virou "Mudança Climática", e por aí vai.

(Outros aspectos da Ciência terminaram desacreditados talvez devido a seu excesso de complexidade. A gravidade newtoniana é algo relativamente fácil de entender, mas buracos negros, teoria de cordas, física quântica: quem é que entende disso tudo realmente, além do falecido Stephen Hawking?) 

O fato é que, seja como for, as pessoas estão deixando de acreditar na mídia, nas instituições, nos políticos, no Google, no Facebook. (E como acreditar, depois de tantas que aprontaram? Os gigantes da tecnologia, antes tão celebrados, começam a ser vistos como o que sempre foram: ladrões de dados.)

A religião desacreditou-se em parte graças a picaretas como Edir Macedo e Papas pop como o Francisco, mas também devido a uma Ciência e uma Arte que se desvincularam totalmente desta. Isto não sempre foi assim: a Arte por centenas de anos foi quase que exclusivamente religiosa, começou a tornar-se humanista a partir da Renascença, mas tomou um viés decididamente anti-religioso no século XX. E isto no fim a prejudicou: fora de um pequeno círculo, quase ninguém leva a arte moderna a sério, e como poderia, quando lixos são vendidos por milhões.

A ciência também tornou-se mais anti-religiosa com a teoria da evolução de Darwin. Antes disso, a maioria dos cientistas eram religiosos, como Newton ou Galileu (sim, sua perseguição pela inquisição não era por ele ser "ateu"). Até vários monges eram parcialmente cientistas, como Gregor Mendel.

Hoje grande parte da ciência é diretamente hostil à religião. No outro dia li um artigo de um "cientista" querendo criar híbridos de seres humanos com chimpanzés. Qual a razão para semelhante monstruosidade? Nenhuma, apenas "provar que Deus não existe nem nos criou" e que "não somos em nada diferente dos animais".

Em resumo, Ciência, Arte, Religião, os três pilares da civilização, foram abalados e hoje são vistos todos os três com desconfiança. 

De fato, começa a surgir na maioria das pessoas a percepção de que quase tudo o que nos contam é uma mentira (e de fato é mesmo), daí o surgimento das "teorias da conspiração", que nada mais são do que teorias alternativas às que a mídia e as instituições nos ensinam.

Ainda assim, isso não se dá de uma forma ordenada, e é curioso que o nível de descrença é idêntico tanto à direita quanto à esquerda, só que mudando o sinal.

Uma das coisas curiosas da mente humana é seu pensamento binário. A maioria das pessoas acredita em A ou em B, torce por um time ou por outro, mas não consegue ter uma visão mais holística do conjunto.

Por exemplo, o recente caso da prisão do Lula, que tem causado uma divisão total na sociedade brasileira, e é interpretado de um modo ou de outro de acordo com a ideologia: "luta contra a corrupção" e "justiça" segundo uns, e "golpe" e "perseguição política" segundo outros. 

Mas por que os dois não podem ser possíveis? Mesmo que Lula e o petismo estejam longe de ser santos, é evidente que há uma perseguição política que quer evitar que ele se candidate às eleições.

A ideologia cega as pessoas para o pensamento crítico, e esta divisão é utilizada pelos poderes existentes para semear a discórdia e causar ainda mais confusão.

Assim, mesmo que ninguém acredite nas instituições ou na mídia, ninguém se rebela contra isso ou tenta entender as verdadeiras questões contemporâneas, mas apenas culpa o time ideológico adversário pelas suas mazelas.  

Mas e se ambos os times estivessem sendo manipulados um contra o outro, e pelas mesmas forças?

E se a verdade fosse que tudo que lhe contaram desde sua infância fosse mentira?

E se mesmo essa verdade fosse uma outra mentira?

E se mesmo esta falta de confiança na mídia e nas autoridades resultante fosse algo proposital e planejado, justamente com o intuito de confundir e deixar as pessoas perdidas como ovelhas sem pastores? 

Em quem você acredita? Em quem você pode confiar?


terça-feira, 27 de março de 2018

O Multiculturalismo é feminino, o Nacionalismo é masculino

Achei que não fosse mais falar sobre estes temas, mas no outro dia veio-me um insight que achei interessante partilhar. Cheguei à conclusão que a política e a sexualidade estão mais relacionados do que imaginamos. Oscar Wilde disse certa vez que "tudo tem a ver com sexo, menos o sexo, que é sobre poder". E ele estava certo.

O multiculturalismo é feminino, e por que? Por que é do interesse das mulheres ter uma maior gama de competidores pelas suas vaginas, enquanto que para os homens, isto não é tão bom negócio.

No outro dia observei uma mulher do sexo feminino (ei, hoje é preciso especificar) em um bar. Ela estava conversando com um branco progressista meio afeminado, mas não parecia de todo convencida dele, então depois flertou com um árabe ou sírio mas tampouco ficou com ele, depois também conversou com o barman latino, e foi embora sozinha mas acho que até o taxista haitiano deve ter querido tirar uma lasquinha da vadia.

Nada excita mais as mulheres do que ter vários homens diferentes competindo por elas, ora bolas, é o enredo de 90% das comédias românticas. Então do ponto de vista sexual, o multiculturalismo até que faz sentido: mesmo que na maior parte dos casos elas prefiram brancos e não fiquem com os latinos, muslims, africanos e menos ainda os asiáticos (afinal, brancos em média ganham mais dinheiro...), estes grupos todos representam maior competição, o que do ponto de vista feminino é bom, ajuda a separar o joio do trigo.

Já para os homens, ter competidores de outras tribos não é muito divertido, e é por isso que o nacionalismo é em sua maioria masculino. Se tem umas poucas mulheres nesse meio, estas são em sua maioria casadas e com filhos (mulheres casadas e com filhos são menos fãs do multiculturalismo pois tem uma prole para criar). Além disso, o nacionalismo é também mais masculino devido à sua essência mais violenta (minha tribo contra a sua), enquanto o multiculturalismo envolve mais sociabilidade e negociação (tratos femininos).

A paixão de muitas mulheres pelos rapefugiados tem assim um caráter sexual (ainda que em geral mais potencial do que real), ao qual se junta o instinto maternal (ajudar os pobres órfãos desamparados). Já para os homens, embora alguns possam se beneficiar com o multiculturalismo (casando com asiáticas ou latinas mais submissas ao invés das brancas esnobes), em geral o excesso de competição tribal gerado tende a ser mais negativo do que positivo, e portanto é natural que cada vez mais homens se voltem para o nacionalismo.

O que acham?


quarta-feira, 21 de março de 2018

Carpe diem

Olá amiguinhos, espero que estejam todos bem. Desculpem a falta de posts neste blog, que aliás já há algum tempo está meio abandonado, pois o interesse que eu tinha na maioria destes assuntos meio que esvaziou. Não me interesso mais tanto pela "salvação do ocidente" ou todas essas bandeiras um pouco ridículas, como qualquer objetivo político que é por sua própria natureza sempre limitado e imperfeito. "Com a madeira torta da humanidade, nada pode ser construído de direito". 

Não que eu não ache que certas coisas não devam ser combatidas, e nem que não devamos tratar de melhorar aquilo que podemos. Porém, acredito cada vez mais que esta melhora possível se dá principalmente na esfera individual e nas pequenas comunidades, não na grande escala. Quer "mudar o mundo"? Comece pela sua vida, pela sua família, pelos seus vizinhos. "Retira antes a trave do teu olho e só assim verás com nitidez para tirar o cisco que está no olho de teu irmão."

De mais a mais, devo dizer que me decepcionei bastante com a luta política, e mesmo com a maioria das pessoas envolvidas nesta tal "luta", que muitas vezes é mais por vaidade ou por outros objetivos do que realmente querer melhorar alguma coisa. No mais, a razão pela qual não sou um "nacionalista branco" ou de "direita" não tem nada a ver com ideologia, e sim por que a maioria dos "nacionalistas brancos" que conheci eram uns bocós. Desculpem, mas é a verdade. Não que não haja esquerdistas estúpidos, imbecis, e principalmente hipócritas (faça o que eu digo mas não faça o que eu faço), mas a direita tende a atrair pessoas toscas, vulgares, briguentas e sem qualquer sutileza de pensamento. Então cansei deles também. Que se explodam todos. 

No mais, tenho aprendido que tanto esquerda como direita são apenas marionetes de um jogo muito maior. Sempre tem alguém manipulando, e a maioria das pessoas é extremamente manipulável, seja para um lado, seja para o outro. Não acredito em pureza de intenções. Não só o poder corrompe, a própria busca pelo poder já começa a corromper. "Meu Reino não é deste mundo".

Não sou muito religioso, e não entendo a maioria das questões da fé, mas acredito nos ensinamentos de Jesus Cristo como algo positivo, e talvez a única tábua de salvação para muitas pessoas.

No mais, deixarei a política para aqueles que tem maior interesse nessas tolices, e estarei me dedicando a outros temas e assuntos pelos próximos meses. Continuarei escrevendo, mas outras coisas mais interessantes e de maior relevância, ao menos para mim.

Abraços.


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Esquizofrenia nos USA

Mais um "hoax"? Os tiroteios em escolas, falsos ou verdadeiros, estão aumentando. O objetivo final é tirar as armas das mãos do cidadão americano.

E ainda assim, é curioso. Como em muitos outros aspectos, a sociedade americana é esquizofrênica. Hollywood e a indústria de videogames promovem filmes e jogos com violência cada vez maior, gerando uma necessidade psicológica de armas de fogo nas pessoas. Ao mesmo tempo, querem impor um controle de armas total, no qual só os políticos e os ricos terão direito à proteção armada.

Trata-se de isto, no fim das contas. Afinal, qual político americano anda sem escolta armada? E por que querem negar essa mesma proteção ao cidadão comum?

Esta esquizofrenia vai em outras direções. Por exemplo, os americanos tem uma obsessão com "abuso infantil". Se você sequer olha para uma criança que não é sua pode ser acusado de ser um tarado. Assim como na crença feminista de que "todo homem é um estuprador em potencial" criou-se uma situação verdadeiramente esquizo-paranoica, na qual "todo homem próximo de uma criança é um pedófilo em potencial". No outro dia, um sujeito adormeceu no avião ao lado de uma criança, sua mão encostou na perna do menino, acordou algemado e acusado de pedofilia.

Ao mesmo tempo, homossexuais, lésbicas, travestis e outros são permitidos de adotar crianças, em alguns casos, abusando sexualmente deles por anos sem que ninguém dê um pio. E, claro, os verdadeiros pedófilos na elite política e de Hollywood jamais são presos ou sequer investigados.

O colunista Sam Francis certa vez falou do conceito de "anarco-tirania": isto é, os governos promovendo a tirania contra certos discursos incorretos, ou contra a posse de armas, ao mesmo tempo em que deixam a anarquia tomar conta no crime, na imigração, etc. Mas acho que a coisa vai além, trata-se realmente de querer transformar o cidadão de bem em um doido, para depois, como na época da União Soviética, interná-lo em um hospício.


Sobre as eleições deste ano

Raramente falo mais de política brasileira, o que tem justamente esvaziado este blog que afinal é em português, mas hoje vou fazer uma exceção e voltar aos velhos tempos.

Imagino que a maioria dos leitores votará no Bolsonaro mais do que no Lula, por motivos certamente lógicos, e no entanto, vou ir um pouco contra a corrente e dizer que, no fim, não sei se é realmente algo que vá resolver muitos dos problemas brasileiros, ao menos da forma em que eu os entendo.

O vídeo aqui nos deixa com algumas dúvidas, a primeira, aquela curiosa bandeira de um certo outro país ao lado da brasileira, o que significa? Que está “tudo dominado”? Ou tem caráter religioso? Ou terá a ver com o local onde foi preferida a palestra? Ah sim, agora eu vi que o local da palestra era a Hebraica, então faz sentido, mas mesmo assim, o valor simbólico de tal imagem não pode ser descartado. Pareceria um selo de aprovação globalista?

A segunda questão, mais importante, se refere ao conteúdo do discurso em si, de negar terras para quilombolas e indígenas. Como disse um conhecido e ex-leitor do blog, “grandes bostas, aí eles irão migrar todos para as cidades do sul onde virarão mendigos, favelados ou assaltantes.”

Uma das coisas curiosas (eu acho) é como esquerda e direita muitas vezes são opostas sem real necessidade. Quero dizer que, por exemplo, uma sempre recusa a ajuda social, outra recusa sempre um combate forte ao crime.  Mas por que não ter, ao contrário, ambos? Uma política social (bandeira da esquerda) poderia ser combinada com um combate duro ao crime (bandeira da direita) com ganho para todos. Por que não?

Manter índios e quilombolas na área rural pode não ser o ideal (e provavelmente algo odiado pelos ruralistas que apoiam Bolsonaro), mas, pensando numa escala maior, talvez seja menos pior do que a alternativa.

Vejam bem, eu não sou contrário à ajuda social. O problema é que esta ajuda quase sempre vem combinada com outros elementos negativos ou contraproducentes. Por exemplo, é claro que ajuda social com imigração ilimitada não dá certo, até o Milton Friedman (um libertário radical) já admitia isso. Da mesma forma, ajuda social que não leva em conta o crime ou o planejamento familiar, também é furada.

Por exemplo, acho que uma boa seria uma combinação de ajuda social com combate ao crime e que, ao invés de privilegiar mães solteiras, privilegiasse famílias estáveis com poucos filhos. Uma das principais causas da pobreza é justamente as pessoas terem mais filhos do que podem sustentar. Não seria melhor tentar promover que os casais pobres tivessem apenas um ou dois filhos, mas ganhando ajuda social para mantê-los? (Evidentemente, ficaria a questão de como promover isso, mas o mecanismo poderia ser puramente voluntário, simplesmente dando maior benefício econômico às famílias menores e mais estáveis).

O raciocínio se aplica a outros elementos, é claro. Um país complicado e multiracial como o Brasil não pode ter políticas copiadas de países que são bem diferentes (i.e. tentar aplicar soluções “suecas” ou “chinesas”) ou baseados numa ilusória teoria “blank slate” que não leva em conta a realidade de suas diferentes populações. Mas o Brasil não tem políticos como o Lee Kuan, tem apenas os malditos políticos brasileiros (e, está certo, também tem o povo brasileiro em vez do povo de Singapura).

Em resumo, me incomoda um pouco esse discurso pronto e previsível de "direita truculenta" contra "esquerda burra", nenhuma das duas querendo realmente resolver problemas, quase pareceria que está tudo armado não é?

Enfim, não é fácil.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Fevereiro (Open Thread)


Os antigos egípcios eram brancos ou negros? Os romanos tinham cabelo loiro ou marrom? Os gregos eram pardos? E os antigos hebreus? Quem foram os fenícios?

Lula deve ou não ser preso? É justiça? É golpe? É a velha briga pelo poder disfarçada de “luta contra a corrupção”? Ou é revanche dos outros partidos contra o monopólio petista das propinas? (Dica: ações da Petrobrás subiram exponencialmente quando do anúncio da prisão).

Trump está fazendo algo que preste ou é só um presidente de fachada? Aliás o que ele está fazendo além de tuitar? Alguém está acompanhando?

Kevin Spacey é gay? Kevin Spacey estuprou garotinhos? Não é hipocrisia de Hollywood punir um ator só depois que se descobre publicamente o que todos de lá provavelmente sabiam desde muito antes? Se Hollywood é tão moral assim porque não agiu contra ele antes de virar notícia? E por que Kevin foi punido sendo “desaparecido” de filmes e séries, enquanto Bryan Singer, Roman Polanski e Woody Allen continuam a produzir?

Alguém tem alguma previsão para 2018?

Quem é que gosta de Carnaval?

Estou envolvido esta semana com outros projetos e sem muito tempo ou vontade de escrever sobre política ou sobre os velhos temas de sempre, deixo então vocês à vontade para discutirem assuntos de sua preferência.

Divirtam-se. Volto logo mais. Abs. 

 

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

O futuro é branco

No outro dia não conseguia dormir e assisti "Guerra pelo Planeta dos Macacos". Um filme bem tolo mas que é claramente uma alegoria sobre o genocídio branco -- e a favor deste.

O principal malvadão é um coronel que comanda os humanos sobreviventes e é representado como um arquetípico "branco conservador" (cabelo raspado, crucifixo no pescoço, jeitão e sotaque de redneck -- os produtores nunca cansam desses estereótipos?). Ele é racista contra macacos (especiecista?), fala em "guerra santa", e é sádico e violento. Ah, que como se não bastasse, para proteger-se da invasão de macacos, "está construindo um muro"...

Como órgão de propaganda, Hollywood já foi mais sutil. Ou será que foi mesmo?

Enfim, a alegoria funciona apenas até certo ponto, pois o que está ocorrendo hoje não é exatamente o extermínio dos brancos, mas sim uma misturança geral e uma tirania homo-global. O povo-sonho da elite são brancos gays, e todos os outros marrons. (Na Mexifórnia, já é quase assim.)

E no entanto... Não acho que os brancos sumirão. Na verdade, acho exatamente o contrário, que veremos um ressurgimento ocidental mas isto levará ainda uns 100 ou 200 anos.

Se isto ocorrer, provavelmente começará na Europa que é o berço do branquelo. Os EUA, com todas suas excelentes qualidades, para todos os efeitos já são um país pós-branco, pós-nação-Estado, e atual sede do império global. Sim, é um país próspero e poderoso, e por isso muitos querem ir para lá, mas o que ocorrerá no futuro? Até quando poderão continuar imprimindo dólares e invadindo quem não concordar?

Difícil saber. Imagino que os EUA sofrerão algum tipo de fragmentação, ainda que não seja de todo certo em quais linhas (não necessáriamente étnicas, por sinal). Eles tem uma grande vantagem geográfica sobre os europeus, além da maior liberdade e resistência ao controle de armas. A Europa? Acho que pode sobreviver, ainda que não exatamente da mesma forma que outrora, e talvez ao custo de uma guerra civil. Mas, enquanto o globalismo prospera nos EUA e há maior integração, na Europa o que ocorrem são mais sociedades paralelas, onde brancos, africanos, árabes e asiáticos vivem em mundos basicamente separados. O que é ruim mas é bom, mais fácil separar depois.

Se tudo é tão dramático, por que estou convencido de que o branco sobreviverá? Bem, é simples, porque o mundo moderno não funciona sem eles. Sem os brancos, vira planeta dos macacos mesmo.

Por exemplo, no outro dia, um anúncio com a foto de um menino negro com um moletom com os dizeres "The Coolest Monkey in the Jungle" (o macaco mais legal da floresta) apareceu no site da loja H & M. Quase ninguém reparou até que um colunista negro do New York Times chamou a atenção gritando "racismo". O negócio viralizou e logo toda a mídia social estava querendo a cabeça dos criadores do anúncio. Curiosamente, a mãe do menino (um queniana que mora na Suécia, quem diria) disse que ela aprovou o anúncio e que os gritos de racismo eram tolice, mas não adiantou. A loja teve que pedir desculpas e retirar o anúncio, mas tampouco adiantou: da violência verbal passou-se à violência física, com dezenas de lojas H & M vandalizadas pelo mundo. E tudo por causa de um anúncio que nada tinha de racista - a não ser na cabeça das pessoas que veem "racismo" em tudo.

Sorriam. O mundo branco sobreviverá. You will not replace us. O futuro é branco.


quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Star Wars: O Último Homem Branco

Não sei se alguns dos leitores é um nerd convicto amante de Star Wars, Star Trek e filmes de super herói. Nunca fui muito do tipo, e confesso que até me irritam esses fãs obsessivos que ficam bravinhos se o diretor ou roteirista troca a cor de uma linha do uniforme do herói (mas aplaude se o personagem em si muda de cor, porque "diversity").

Do Star Wars, só assisti a série original anos atrás, achei divertida mas nada de mais, e dois anos atrás assisti a nova versão que achei bem ruim (até escrevi algo aqui).

Pois bem: esta continuação consegue ser ainda pior. 

Confesso que nem assisti tudo. Não querendo pagar, assisti uma versão pirata online, mas só consegui assistir até a metade. A história simplesmente é bem fraca.

(Seguem "spoilers").

sábado, 23 de dezembro de 2017

Pausa para Reflexão

Então é Natal, e o que você fez?

Eu, nada. O tempo passa e as promessas não-cumpridas se acumulam. Faz tempo que penso em mudar a orientação dest blog ou criar um novo, mas há quanto tempo penso isso? Enquanto isso, continuo aqui.

Um leitor recentemente comentou que já foram quase dez anos de blog. Nossa! O tempo voa mesmo. Parece que foi ontem. E ainda estamos aqui. 

Porém, noto um certo cansaço. Natural, imagino. Tenho postado com muito menos freqüência e isto não ajuda. Além disso, de modo geral, a  "mídiasocialização" da Internet tem prejudicado um pouco os blogs mais interessantes. A maioria das pessoas procura outro tipo de conteúdo hoje em dia. Mas infelizmente eu não tenho interesse em fazer páginas de "memes" no Foice, nem virar um Youtuber raivoso que xinga todo mundo, então realmente as opções são limitadas.

Enfim, verei em 2018 o que fazer.

O curioso é que meus interesses também mudaram um pouco com o tempo. Cada vez me interesso menos pela política tradicional, que era o foco inicial deste blog, mas também por temas que até faz pouco eu seguia.

Esta mudança se refletiu também nas minhas leituras; não tenho mais tanto interesse em blogs de política e nem mesmo tanto nas questões raciais ou "HBD" ou "alt-right", e até deixei de seguir vários blogs que focavam demais nesta temática. Sim, ainda leio sempre o unz.com, mais o Sailer, e às vezes o Lihn Dihn, e até Karlin e o Saker, mas não acho nenhum deles tão grande assim: os comentaristas deles tendem a ser os melhores. Também leio a Takimag, mas mais pelo Theodore Dalrymple do que qualquer outra coisa. 

Mas alguns dos blogs mais interessantes para mim ultimamente são blogs mais ligados ao misticismo e/ou análises mais viajantes. Por exemplo, blogs como o do Aeoli Pera, ou o Gornahoor, embora muitas vezes entenda apenas 50% do que eles escrevem, não sei se por culpa deles ou minha. De vez em quando leio também o Vox Day, que é mais acessível mas também um pouco menos interessante (não consigo gostar muito dele, nem do Heartiste, nem de toda a turma PUA). Quando esto numa mood mais conspiratória, confiro o Henry Makow e a Thinking Housewife, mas sem levar tão a sério. Mas confesso que não tem nada ou quase nada que eu adore realmente.

Na verdade, talvez até devido à overdose, estou meio que cansando da Internet e voltando a ler mais literatura - e em livros de papel. É incrível pensar como discussões que para nós parecem "novas", já eram discutidas há 50, 100, ou até dois mil anos. Temas da "alt-right" já eram discutidos por Aristóteles e Platão. 

Não penso tanto em religião, na verdade em termos práticos não sigo nada, mas por algum motivo penso muito na figura simbólica de Cristo ultimamente. Pode ser apenas o sentimentalismo natalino, ou pode ser algo mais. Assim como quando somos adolescentes desdenhamos dos conselhos de nossos pais, e depois vemos que eles estavam certos, algo parecido ocorre com o Cristianismo; o desdenhamos ou rejeitamos como algo kitsch ou fora de moda na juventude, e tendemos a compreendê-lo um pouco melhor na maturidade.

Não acho que seja apenas relacionado com a relativa maior proximidade com a doença ou a morte: acho que é mais que, com o tempo, percebemos que o que é realmente mais importante "amar o próximo" do que tentarmos ser felizes através do egoísmo e do materialismo, e isto só se aprende com a experiência mesmo.

Ou seria que a queda da libido estaria por trás disso? Muitas apresentadoras de TV que passaram a juventude dando a bunda, viraram evangélicas na meia-idade. Bem, antes tarde do que nunca, penso eu; algumas, como a mal chamada Madonna, nunca se arrependeram.  

É verdade que a sexualidade, quando descontrolada, pode ser algo terrível. Leiam aqui a triste história de Moira Greyland, filha da famosa escritora Marion Zimmer Bradley ("As Brumas de Avalon"), criada por pais monstruosos, e entendam por que a elite quer reduzir tudo a sexo e mais sexo, e sexo com pessoas de cada vez menor idade. Usar e abusar dos próprios filhos e de crianças, pode haver algo mais triste (e mais demoníaco) na vida?

Acredito na empatia, acredito que devemos ser ou tentar mais bons uns com os outros. Às vezes penso que a ética Cristã é talvez até o único modo de se viver neste planeta imundo. Não que seja fácil, ao contrário: o natural é o egoísmo, como parte do instinto de auto-preservação. Fazemos mal sem nem mesmo pensar. Eu mesmo posso dizer que quase sempre falhei em ser bom, mesmo quando me custaria muito pouco. 

E no entanto, não entendo os psicopatas (e muitas pessoas da elite parecem ser de fato psicopatas). A falta de empatia, a meu ver, os torna de certa forma quase que menos humanos. E nem isso: afinal, não diria que os animais possam ser "psicopatas", aliás, como sabe qualquer um que tenha um animal doméstico, os animais podem oferecer mais empatia e amor desinteressado do que muitos humanos.

De mais a mais, é também algo positivo para nós mesmos: fazer o bem a alguém que amamos é talvez a forma mais próxima de felicidade à qual podemos almejar; certamente bem mais do que o mero hedonismo ou acumulação de bens materiais.

Não é mais feliz a mãe que se sacrifica e tudo faz pelos filhos do que a que vive uma vida solitária focada na "carreira"? Não é mais feliz o homem que faz tudo pela esposa do que alguém que passa cada noite com uma vadia diferente entre drogas e bebidas? Não é mais feliz o homem que mantém amigos fiéis por toda a vida do que aquele que trai amigos e conhecidos por dinheiro, fama ou poder? Não é mais feliz o missionário que dedica a sua vida a ajudar os outros do que o cidadão que vive enfurnado entre bens materiais e o acúmulo de dívidas e prestações?

Quem sabe? Talvez não existam respostas, apenas mais perguntas.

Talvez o importante não seja encontrar a resposta certa, mas fazer a pergunta certa.

Feliz Natal a todos.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Antes que o ano acabe

Nossa! O ano quase acabando, e eu aqui sem tempo de postar. Segue um pout-pourri de notícias que mereceriam textos mais aprofundados, mas ficará para outra vez. Abs. 

Família que é trasgênero unida permanece unida. Uma família americana do Arizona decidiu ser transex toda ao mesmo tempo. A mãe virou pai, o pai virou mãe, o filho virou filha e a filha virou filho. Agora eles dizem que são finalmente o que "eram para ser". Ah, isto sim é que é família, não a tediosa família heteronormativa tradicional. 

Aberta a temporada de caça ao branco. Já é permitido odiar brancos, e até mesmo pregar o seu extermínio. "É literalmente impossível ser racista contra brancos", disse uma negra. "Brancos são maus. A brancura é do mal", disse uma feminista mista. Mas cartazes informando que "É OK ser branco?" Isto é racismo

Black Bretanha. Notícia alarmante! Os negros caribenhos estão desaparecendo da Inglaterra! Isto por que estão se misturando adoidados com branquelas inglesas pobres, criando uma nova geração de raça mista: crianças mistas de afro-caribenho com branco-anglo já são o dobro das crianças caribenhas puras. A Economist, revista globalista imunda, celebra este fenômeno,  que chama de "assimilação bem-sucedida": "Para os jovens, acustumados a ter pessoas de todas as origens em seu meio, a raça importa muito menos que para seus pais. Em uma geração ou mais de "melting pot", não irá importar completamente". Ótimo! Excelente! Em breve a Inglaterra será um paraíso igualitário, mal posso esperar.

Terceirizando os protestos. Na mesma Inglaterra, em um festival literário no interior, houve protestos contra uma jornalista acusada de ter dito que os muçulmanos deviam deixar a Inglaterra. Ela terminou sendo impedida de falar pela multidão. O curioso é que pela foto e pelo vídeo dos protestos, eram todos brancos ingleses, não havia um muçulmano sequer - esses provavelmente estavam planejando o próximo atentado contra o branquelo trouxa.

30%. Segundo senadores americanos, existe apenas 30% de chance de que Trump ataque a Coréia do Norte, causando uma hecatombe nuclear e crise econômica global. Trump também já ameaçou Irã e colocou tropas americanas no Iêmen para ajudar os sauditas na luta contra os rebeldes locais. Trump, cabe lembrar, é o presidente "anti-globalista" que (assim como Obama) prometeu um fim às guerras eternas do Império Americano. 30% é pouco, temos chance de terminar 2017 sem destruição total. Boa semana a todos.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Exploração infantil

Quando podemos dizer que uma sociedade chega ao fundo do poço?

Creio que todos concordarão que é quando esta começa a abandonar ou corromper as suas próprias crianças.

No ótimo e delirante romance "A Pele" de Curzio Malaparte, são narrados vários horrores do fim da II Guerra em Nápoles, entre eles a prostituição infantil. Quando um pai ou uma mãe exploram a própria criança para obter comida, é sinal que o desespero e o horror chegaram ao nivel máximo. 

E no entanto os pais dos pacíficos e ricos países ocidentais fazem algo que, se não pior, é igual de moralmente indefensável. Sem passar fome nem necessidade, eles fazem de seus próprios filhos cobaias de experimentos científicos e sociais.

No outro dia um casal de idiotas decidiu dar a seu filho/a o nome de "B"para que tenha "gênero indeterminado" e "o mínimo de influência e carga social". Leiam a inacreditável entrevista com os dois paspalhos que acreditam que o gênero de seu filho bem como suas preferências de brinquedos ou roupas são apenas "construção social" e portanto infinitamente maleáveis. Interessante que, sem querer dar uma "carga social", estão dando a essa criança um nome que certamente será alvo de zoação e bullying por toda a sua infância e adolescência.

Os pais nem mesmo são tão originais quanto pensam ser: são só zumbis da mesma mídia que tanto criticam. Um caso similar ocorreu no Canadá, com uma criança chamada de "Tempestade" que é alternativamente vestido de menino ou menina para que "possa escolher". Nesse mesmo curioso país em que o primeiro-ministro pediu desculpas chorando aos gays, outro "pai" "transexual" decidiu que sequer dará um "gênero" para a criança, e a chamará de "eles" (they).

Se tem algo que me irrita profundamente é esta atitude egoísta que muitos pais (a maioria?) hoje têm com suas próprias crianças, de usá-las como um tipo de brinquedo ou apetrecho de status social. Agem sem pensar no interesse delas, mas nos deles. Acho até que prejudicar os próprios filhos por um motivo fútil, apenas para posar de "progressistas" ou "modernos", beira a psicopatia. Ora, criar é acima de tudo um dever, não uma diversão, e o pensamento deve ser todo no interesse da criança.

Vocês dirão que um nome é apenas um nome, e uma rosa é só uma rosa, mas vejam que nomes podem influenciar muitíssimo o destino de uma pessoa. Nomes estrambóticos são quase sempre motivo de zoeira (crianças podem ser cruéis). Nomes esquisitos ou "de pobre" são vistos negativamente na seleção universitária ou na busca de empregos (existem muitos estudos a respeito). E toda esta questão de "mudança de gênero", poderá ser altamente prejudicial para os filhos quando eles forem adultos. Sim, muitos crescerão e esquecerão, mas e os que não? Vale a pena arriscar o bem-estar do filho em nome de um experimento social totalmente imbecil?

O melhor mesmo talvez seja não ter filhos neste planeta de pessoas tão estúpidas e egoístas, que sacrificam suas próprias crianças no altar da vaidade.