domingo, 12 de novembro de 2017

É coisa de branco!

Ser racista? É coisa de branco.

Ser anti-racista? É coisa de branco também. 

Fazer marcha anti-racista anti-transfóbica e anti-islamofóbica e criticar brancos deploráveis? É coisa de branco.

Reclamar do racismo e ser a favor dos imigrantes mas morar em bairros chiques e exclusivos bem longe da ralé? É coisa de branco.

Andar de bicicleta, fazer camping, escalar montanhas, velejar? É coisa de branco. 

Exaltar as cidades mas morar no subúrbio? É coisa de branco.

Marcha com velas e camisa branca em protesto contra a violência ou o terrorismo mas não fazer nada a respeito? É coisa de branco.

Dizer que quem diz que não é racista por ter amigos negros é na verdade racista? É coisa de branco. 

Ecologia e veganismo? É coisa de branco (e de um ou outro perdido por aí).

Casar com uma branca e ter filhos negros? É coisa de branco.

Matemática e tecnologia aeroespacial? É coisa de branco (e de asiático e de judeu).

Ser realmente multicultural e acreditar que pode funcionar? É coisa de branco.

Criticar o privilégio branco ao mesmo tempo em que se sente secretamente orgulhoso de ser uma pessoa tão consciente dos problemas sociais que consegue criticar o próprio privilégio? É coisa de branco. 

Country, punk, emo, góticos, grunge, indie pop, música clássica? É coisa de branco. (Jazz, pop, hip hop, samba, rock'n'roll e axé não são). 

Balé, ópera, musical? É coisa de branco (e de gay e de judeu).

Guerras fratricidas entre nações por motivos nacionalistas ou religiosos? É coisa de branco (mas dos outros também).

Criar sociedades mais civilizadas e agradáveis de se viver? É coisa de branco.

Arruinar isso quase sempre pouco depois? É coisa de branco também.

Assassinos em massa, serial killers e pedófilos? É coisa de br... Hum, há controvérsias.

Desunião e desacordo? É coisa de branco.

Constante luta por status? É coisa de branco.

Socialismo? É coisa de branco.

Capitalismo? É coisa de branco também (e de judeu). 

Colonialismo, imperialismo, escravidão, anti-semitismo? É coisa de todo mundo mas só o branco leva a culpa.

Escrever uma lista inútil sobre coisas que definem o branco? É coisa de branco.

Discutir se judeu é ou não branco? É coisa de branco (e de judeu).

Discutir quem entre os brancos é mais branco? É coisa de branco.

Dizer que brancura não importa? É coisa de branco.

Ser branco? É coisa de branco. 

Ser branco é ruim mas é bacana. Faça como eu. Seja branco você também.


sábado, 11 de novembro de 2017

Pornificação

Desculpem a falta de posts recentes mas o mundo anda meio repetitivo não acham?

Mais um imigrante muçulmano atropelando pessoas supostamente em nome do ISIS, mais um, perdão, dois massacres a tiros nos EUA perpetrados por brancos armados (até eu terminar de escrever este texto talvez ocorra mais um).

Nunca entendo direito estes atentados, o que esperam ganhar? Cui bono? Ou seriam realmente ataques de "falsa bandeira" para tentar instalar um estado policial? Não sei mais.

E também dezenas de novas denúncias de assédio sexual, de Louis C. K. a Kevin Spacey, que parecem prenunciar um estranho neo-puritanismo feminista.

(É um paradoxo. Por um lado, você precisa ser ao menos um pouco sexualmente agressivo, ou que mulher dará atenção para você? Por outro lado, se falhar, a mulher (ou o gay) poderá utilizar a cantada mal-sucedida como "assédio" mesmo décadas depois e te processar. Qual a solução? Acho que só ser árabe ou ser negro, pois eles parecem estar exentos de tais regras. (Judeus também pareciam exentos, mas grande parte destes novos acusados são judeus, então, já não sei mais. É um novo e confuso mundo)).

Falando em árabes e negros e judeus, um conhecido âncora brasileiro e judeu está em maus lençóis por ter falado que buzinar constantemente era "coisa de preto". Achei seu comentário esquisito, parece-me que a buzina impaciente é algo comum em qualquer grupo étnico ou social, mas posso estar errado. Alguns reclamam do racismo, outros do politicamente correto, mas no caso parece ter sido uma piada meio forçada mesmo.

Enfim, as coisas andam meio monótonas. então vou falar de um assunto diferente: pornografia.

O Fred Reed escreveu um curioso artigo propondo a legalização da pornografia infantil para pedófilos, desde que feita de maneira digital (i.e. sem crianças reais).

Isto não é tão novidade quanto parece: no Japão, por exemplo, são comuns animações e mangás com conteúdo, se não pornográfico, ao menos bastante erótico, envolvendo jovens colegiais. E isto é perfeitamente legal, afinal, são apenas desenhos que "não causam mal a ninguém".

Bem, aqui eu vou ter que discordar. Meu entender no momento é que a pornografia, e não apenas aquela envolvendo crianças e adolescentes, mas todo e qualquer tipo de pornografia, é bastante nociva. Acredito que afete negativamente nossas mentes e, no caso dos adolescentes (que são naturalmente os que mais a consomem), possa mesmo chegar a causar problemas sexuais e mentais. (Recentemente uma pesquisa mostrou um aumento nas disfunções eréteis entre jovens, relacionado com o consumo excessivo de vídeos pornôs).

É verdade que, quanto maior o nível de abstração, menor o perigo. Dessa forma, animes são menos perigosos do que vídeos com atrizes e atores (ou os ainda mais comuns vídeos amatoriais), e a arte erótica estática é menos nociva ainda.

Mas por que - ao menos no meu entender - a pornografia seria nociva?

Eu acho que é realmente por passar a nossos cérebros a uma visão deformada do mundo e da sexualidade, que afetam os neurônios de forma a gerar uma necessidade de conteúdo cada vez mais extremo. (O mesmo mecanismo que ocorre com as drogas, por sinal). E quando chegarmos daqui a pouco ao uso massivo de óculos de realidade virtual (que, convenhamos, vão ser utilizados em 95% dos casos para pornô) poderá ser ainda pior. 

Sou tão velho que quando eu tinha uns doze ou treze anos a Web estava recém nascendo e não se tinha acesso tão fácil quanto hoje em dia a material pornô. O mais próximo que se poderia encontrar era alguma pornochanchada brasileira supostamente baseada em Nelson Rodrigues que passava de madrugada na Band, em que a Vera Fischer mostrava os peitos. E era bem difícil encontrar revistinhas de sacanagem. Talvez alguém conseguia uma Playboy ou uns quadrinhos do Zéfiro através de um primo ou irmão mais velho, mas não era tão fácil assim. 

Isso mudou logo depois, e eu tive acesso aos mais variados tipos de pornografia através do computador. Mas nada que veio depois causou tanto impacto como a primeira revista de mulher pelada que alguém trouxe clandestinamente no colégio e que ia passando de mão em mão. (O mistério e a dificuldade podem ser uma coisa boa.) 

Hoje, naturalmente, qualquer criança ou adolescente tem acesso a vídeos dos mais variados fetiches e bizarrices em seu telefone celular, tanto que até um vídeo extremamente nojento como "two girls two cups" virou meme de humor. Isto sem falar nas "novinhas que caem na Net".  

Existe uma empresa canadense que hoje é a responsável pela maioria do conteúdo pornográfico no mundo. Chama-se MindGeek. O nome inocente esconde que eles são os proprietários de quase todos os famosos sites pornôs em existência, de Pornhub a Xtube.

Existem pesquisas que indicam que um adolescente hoje em dia assiste a pelo menos duas horas de pornô por dia.

Dito isso, nem acho que o consumo de pornografia seja o mais grave de tudo, mas sim o que eu chamaria de "pornificação" da cultura. Observem que hoje existem páginas da mídia social com nomes como "Food Porn", "Science Porn" ou "Word Porn", como se "porn" fosse algo até positivo. Expressões do mundo da pornografia se tornaram linguajar comum e estão presentes até em canções populares para pré-adolescentes, como as de Ariana Grande e Miley Cyrus. (A música pop de hoje em dia é quase indistinguível do pornô.)

Ser ator ou atriz pornô não é mais nenhuma exclusividade. (Aliás, a indústria pornô tradicional está em decadência, e a maioria de seus "atores" hoje precisa se dedicar à prostituição para pagar o aluguel). E afinal quem precisa de grandes produções, ou "pornô com história"? Hoje existem centenas de sites de "cam" em que jovens mulheres ou casais de namorados expõe a própria intimidade para o mundo em troca de alguns trocados. E isto não é escândalo nenhum.

Sim, de vez em quando alguma jovem tentada para este mundo em busca de fama ou dinheiro ou por vazamento de vídeo se arrepende ou até se suicida, mas são casos raros. A maioria se exibe sem problema algum. É o novo normal.

Em breve, além da realidade virtual pornográfica, teremos também robôs sexuais bem realistas, tornando cada vez mais difusa a barreira entre a pornografia e a "vida real".  É um novo e bizarro mundo este que está nascendo.

O argumento de Fred e outros é que o acesso à pornografia infantil reduziria o número de tarados interessados em colocar em prática suas taras com crianças; mas temo que isso não seja bem assim. Por que uma coisa não poderia coexistir com ou até complementar a outra? Será que a pornografia em geral diminuiu ou aumentou o número de tarados em circulação?

Temo que no futuro não só o pornô infantil será liberado, como a própria pedofilia, bestialismo, necrofilia e por aí vai. Uma parte será apenas virtual, mas grande parte será com certeza real: torne as pessoas pobres e desesperadas, e elas venderão seus próprios filhos para poder comer. (Isto não é sequer tão novo, leiam histórias sobre a miséria do pós-guerra na Europa e os pais que vendiam as próprias filhas para os soldados "liberadores", são histórias de arrepiar).

Talvez por ter crescido em um mundo ainda diferente e, se não mais casto, ao menos não tão insano, ainda consigo ver tudo isto com certo choque; mas isto é cada vez menos comum.

É o admirável mundo novo de Huxley que a elite quer, e que você vai querer também. 

sábado, 21 de outubro de 2017

Me too

Você deve ter percebido que em resposta ao escândalo Weinstein, as mulheres agora estão enchendo a mídia social com a campanha do "Me too / Eu também". Supostamente foram todas vítimas de assédio, estupro, cantadas ou coisa pior.

Bem, de certa forma é verdade. As mulheres são objeto de atenção praticamente desde que nascem, então o assédio acaba tornando-se algo comum. Mas a ideia de que as mulheres sejam coitadinhas e sempre oprimidas pelos homens, ou que exista uma "cultura do estupro, é bobagem. Aliás, talvez seja exatamente o contrário. O assédio é de certa forma a prova do poder feminino.

Como argumenta este autor neste bom texto, as mulheres na verdade têm, por natureza, maior poder do que os homens, ao menos no campo sexual. Para conseguir parceiros, uma mulher só precisa ser mulher. Ser jovem, bonita e agradável ajuda, é claro, mas até mesmo mulheres menos atraentes tem muito mais chances do que homens pouco atraentes.

Ou seja, a mulher só precisa ser ela mesma para receber atenção. Já o homem tem um caminho mais árduo, e para poder se destacar da multidão de concorrentes ele precisa fazer algo. Alguns se destacam pelo comportamento, outros pelo dinheiro, outros pelas obras que criam. Alguns, também, pela beleza ou masculinidade, mas nem sempre isso é suficiente.

Se as mulheres sofrem com assédio, o problema dos homens é a rejeição. É algo que pode ser também, em alguns casos, psicologicamente terrível, mas que homem vai reclamar em público? É algo da vida, que se aceita e se segue em frente.

(Aliás, homens também sofrem assédio (de gays e pedófilos), mas é mais raro que o revelem, pois a humilhação para um homem é maior.)   

O caso Weinstein talvez tenha chamado a atenção por causa do produtor ser gordo e não muito atraente, basicamente um estereótipo do produtor rico e pervertido. Há vários atores ou cantores de rock que, com desculpas similares, garfaram várias fãs ou aspirantes a atrizes, mas você não vê ninguém reclamando. Basicamente, é a velha história:


"E aí, gata, quer foder?" 
NÃO É ASSÉDIO.

"Oi... a senhorita gostaria 
de sair para tomar um café?" 
ASSÉDIO!

De qualquer forma, como explicar toda essa incrível leva de mulheres que surgiram de repente acusando o Weinstein e outros a torto e a direito? Até a Bjork acusou o Lars Von Trier. Só falta a Regina Casé acusar algum produtor global.

Acho que também há uma questão de status aí. Ser vítima hoje em dia dá status, ainda mais se for por algo difícil de quantificar ou provar, como o assédio sexual. Imagino que as estrelas pensem desta forma: "Eu fui assediada sim, mas foi por um mega-produtor, não por um pedreiro imundo como você, sua invejosa." Enquanto que as demais podem se comparar às estrelas do cinema, nem que seja por sofrer assédio. Afinal, que mulher admitirá que jamais foi assediada?

O curioso é que quando acontece um desses escândalos, o problema é quase sempre redirecionado para acusar os homens em geral e denegrir ainda mais a masculinidade. O caso Weinstein poderia ter servido para revelar um pouco mais os podres de Hollywood, mas não: está sendo utilizado, mais uma vez, para afirmar que todos os homens são estupradores em potencial, e que não estão fazendo o suficiente para agradar as mulheres. 

Não é o único modo em que se está querendo acabar com a masculinidade, é claro. No outro dia, pouco depois do Hugh Hefner bater as botas, a Playboy americana colocou um transexual como a Playmate do mês. Algum homem pediu? Claro que não, é só mais uma forma de humilhação.

Da mesma forma, ensinar (obrigar?) meninos a brincar de boneca, ou a vestir-se de rosa, como está ocorrendo agora, é outra forma de colocar o elemento masculino como algo negativo já desde o início. Lavagem cerebral nos pimpolhos, isto não é problema para esquerdos e feministas.

Tudo isso seria muito divertido se não fosse que as mesmas pessoas por trás dessas reclamações contra a "masculinidade tóxica" estão apoiando a importação de milhões de árabes, latinos e negros e outras culturas mais agressivas para EUA e Europa, aumentando por lá o número de estupros. E, neste caso, estupros lamentavelmente reais.


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Monstros de Hollywood

O produtor Harvey Weinstein caiu em desgraça depois das várias revelações de assédio sexual. Há aqui uma certa hipocrisia, já que quase tudo em Hollywood funciona desta forma, e ele é mais a regra que a exceção. Isto não ocorre somente entre os mais poderosos; recentemente uma pequena produtora local fechou por motivos similares, com o dono dando em cima de jovens aspirantes a atrizes.

A indústria cinematográfica e televisiva são quase sempre antros de sujeira e depravação; e isto em toda parte. As garotas dançarinas em programas de auditório, provavelmente não estão ali apenas pelo seu talento, digamos assim, coreográfico. Hollywood apenas tem mais dinheiro do que o resto, e portanto a depravação que pode comprar é maior.

Deve-se dizer também que há uma grande hipocrisia por parte das mulheres. Afinal, muitas dessas mulheres aceitaram o abuso sem falar nada por décadas, obtendo em alguns casos uma produtiva carreira de star. Para elas, foi um negócio, nada mais do que isso. Uma das candidatas a atrizes que sofreram assédio foi uma italiana que já havia participado de festas "bunga-bunga" com o Berlusconi, para dar uma ideia do nível.

Agora até Angelina Jolie e Gwinneth Paltrow afirmam ter sido assediadas.

Mas vejam a foto aqui.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Medo e ódio em Las Vegas

Estive em Las Vegas há alguns anos. Um lugar esquisito. Talvez a epítome do ocidente pós-cristão.

Tudo o que importa é apostar, beber, meter, foder. Multidões se acotovelam nas ruas e nos cassinos em busca de sorte na putaria ou no dinheiro.

Os hotéis e cassinos replicam, ou parodiam, as tradições do mundo europeu. Veneza, Paris, Roma em miniatura, com todo o seu kitsch turístico e nada da cultura real. Bêbados de todas as raças e cores são iguais perante a máquina do azar.

Fora da rua famosa onde se concentram os cassinos, no entanto, está um mundo obscuro, podre e pobre, povoado apenas por negros, mexicanos, vietnamitas, brancos pobres e outra ralé.

Natural então que o maior massacre da história dos tiroteios americanos tenha acontecido nesta imunda cidade do pecado, nesta Nova Sodoma do deserto.

Não sabemos se é verdade tudo o que contam. Aparentemente foi um atirador branco, sem motivo definido. É. Talvez.

Mas por que atacar um concerto de música country? Talvez por que fossem em sua maioria a) brancos, b) votantes do Trump, c) contrários ao controle de armas?

Tenho para mim que a alternativa c é a vencedora. Ora, vejam que poucas horas após o tiroteio já apareceu um cantor country declarando que estava errado e que "talvez o controle de armas seja solução..." Humm....

Claramente o que eles querem é tirar as armas da população de um jeito ou de outro, e se não for por bem será por mal.

Enfim, eu duvido que isto tenha ocorrido exatamente como estão nos contando.

Porém, mesmo aceitando que tudo é como a mídia diz e se trata apenas de um atirador maluco, branco e rico sem motivo nenhum, bem, mesmo neste caso podemos colocar ao menos parte da culpa na mídia maldita.

Vivemos em uma cultura em que a principal forma de entretenimento dos jovens são jogos violentos com tiroteios sanguinolentos. Nos informam que os videogames não influem na psique nem dessensitizam para a violência. Porém, as mesmas pessoas que dizem isso são as que dizem que a pornografia tampouco influencia nem dessensitiza, e sabemos que isso é uma grande mentira.

O fim da religião e do mundo tradicional somado ao aumento da cultura do narcisismo e da busca da fama a todo custo (o conceito de "fama", do modo que é entendido hoje, é algo que sequer existia tempos atrás) são as pragas de nossa era maldita.

O que fazer?


domingo, 1 de outubro de 2017

Poemas do Domingo

Dizem que o rei cruel do Averno immundo
Tem entre as pernas caralhaz lanceta,
Para metter do cu na aberta greta
A quem não foder bem cá n′este mundo:

Tremei, humanos, d′este mal profundo,
Deixai essas lições, sabida peta,
Foda-se a salvo, coma-se a punheta;
Este o prazer da vida mais jocundo.

Se pois guardar devemos castidade,
Para que nos deu Deus porras leiteiras,
Senão para foder com liberdade?

Fodam-se, pois, casadas e solteiras,
E seja isto já; que é curta a edade,
E as horas do prazer vôam ligeiras.

* * *

Oh Rei dos reis, oh Árbitro do mundo,
Cuja mão sacrossanta os maus fulmina,
E a cuja voz terrífica, e divina
Lúcifer treme no seu caos profundo!

Lava-me as nódoas do pecado imundo,
Que as almas cega, as almas contamina:
O rosto para mim piedoso inclina,
Do eterno império Teu, do Céu rotundo:

Estende o braço, a lágrimas propício,
Solta-me os ferros, em que choro e gemo
Na extremidade já do precipício:

De mim próprio me livra, oh Deus supremo!
Porque o meu coração propenso ao vício
É, Senhor, o contrário que mais temo.

Bocage



A propaganda é a alma do Demônio

1. Pausa para os comerciais

Se tiverem estômago, assistam esta compilação de comerciais anti-brancos da televisão americana. Nossa! Como não tenho televisão, hoje raramente assisto comerciais, e não sabia que chegavam tão baixo. Só consegui assistir alguns. Sério, são horríveis.

Até entendo as agências de publicidade, mas não entendo como os clientes possam ter aprovado campanhas tão nojentas e cheias de insinuações sexuais. Afinal, parece-me que só podem perder dinheiro. Eu, por exemplo, depois de assistir estes comerciais acho que jamais comprarei Doritos ou 7UP novamente. (O comercial do refrigerante é tão escancarado que até o slogan de duplo sentido é "mix it up").

O objetivo parece ser o de desmoralizar cada vez mais o homem branco, mas por quê? Não são os brancos os melhores consumidores, com maior poder aquisitivo?

Bem, tudo por um objetivo maior. As grandes empresas estão 100% por trás do globalismo e do fim das fronteiras. Por que não perder alguns clientes brancóides se podem obter milhares mais que não se importarão em consumir aditivos químicos e outras porcarias sem exigir "gluten-free" e "OGM-free"?

2. Independência Catalã?

O referendo da independência da Catalunha mostra um fenômeno interessante, apontado por um leitor do iSteve: quando o governo central pára de realizar sua principal obrigação (controlar as fronteiras), então é natural a fragmentação do estado em unidades menores. Seja a nível regional (Catalunha, Escócia, Quebec, etc), seja a nível pessoal (bilionários se enclausurando em seus castelos). De fato, um dos possíveis resultados desta insana imigração massiva será uma espécie de neo-feudalismo hi-tech, com senhores feudais (e alguns de seus servos) protegidos em castelos, e a barbárie tomando conta fora dos muros.

Por outro lado, os próprios catalães importaram milhares de paquistaneses e árabes, então sua independência a esta altura seria mais uma piada que em nada mudaria a sua situação. Nacionalismo sem o fator étnico é basicamente um contra-senso.

3. "Fake News" e "Unknown News"

Muito se fala das tal "notícias falsas" propagadas a torto e a direito, mas existe uma outra categoria interessante que é a de "notícias desconhecidas" que raramente são divulgadas, por falta de interesse da mídia. Por exemplo, sobre a extrema corrupção nos EUA e na UE relacionada com a imigração. Sobre as ligações de importantes políticos globalistas com o tráfico de drogas e até de órgãos. Talvez algum dia fale mais sobre isso. Ou não.



sexta-feira, 29 de setembro de 2017

O corpo e a alma

Ficou mais difícil para a esquerda negar que apoia a pedofilia depois da última "obra de arte" em que um homem nu é manuseado por crianças e adolescentes.

"É arte", eles dizem, como já disseram da primeira vez. Mas parece ser que eles adoram fazer espetáculos erotizando crianças ou oferecendo-lhes imagens sexuais. Aí, quando pegos, falam, "é arte", ou, "estava fora de contexto", ou "não é bem assim".

Minha pergunta é: se é apenas "arte", por que o ator precisava estar nu? Não funcionaria da mesma forma, ou até melhor, com a pessoa vestida, talvez com alguma fantasia?

O pretexto era para fazer uma analogia com os "Bichos" de Ligia Clark (porque idolizam tanto esta mulher?), mas estes objetos envolvem manipulação e não nudez. Aliás, a performance tem o título "La Bête", que significa "O Bicho" -- mas também, "A Besta".

Nudez na arte não é algo necessariamente ruim, mas em geral apela mais aos baixos instintos do que aos altos.

Não é sequer a primeira vez, nem a segunda, e nem mesmo a terceira em que progressistas promovem espetáculos com pessoas nuas em tempos recentes, isto sem falar nos protestos e nas marchas homossexuais ou das "vadias" feministas, que estão repletas.

Então, dá a impressão que esquerdistas são obcecados com a nudez -- e nem mesmo com uma nudez bonita, idealizada, como nas obras de arte tradicionais, mas uma nudez feia, grotesca, suja, fedorenta.

Como eles não acreditam em nenhuma transcendência, aliás, eles chegam a odiar qualquer coisa além do materialismo mais tosco, então talvez faça sentido. Tudo para eles se resume a pênis, vulva, intestino, ânus.

Naturalmente, muitos deles são também obcecados com taras sexuais estranhas. Dezenas de políticos americanos, em sua maioria Democratas, já foram pegos em escândalos sexuais, e não falamos aqui de simples adultério, mas quase sempre coisas mais esquisitas. Recentemente, o prefeito de Seattle, "primeiro prefeito gay da cidade", teve que renunciar ao ser acusado de abusar de vários garotos adolescentes. Já o assessor do prefeito de NY, também democrata, foi pego com milhares de imagens de pedofilia em seu computador (no caso, aparentemente de meninas e não de meninos).

(Nota: não irei aqui equalizar gays com pedófilos como foi feito nos comentários. É verdade que a maioria dos gays podem não ser pedófilos (tara por crianças pré-púberes), e talvez nem mesmo efebófilos (tara por adolescentes). Porém, a proporção entre eles que gosta ou tem relações com adolescentes menores de idade é bastante maior do que entre os heterossexuais (posso estar errado, não tenho dados estatísticos aqui). Talvez seja só correlação: eles estão por natureza mais interessados no sexo e nos desvios de modo geral. Mas existem muitos tarados "héteros" também.)

De qualquer forma, a erotização das crianças não ocorre apenas na "arte", aliás, essa é uma mínima parte. A maioria desta erotização ocorre através da televisão e da música popular. Cantoras como Ariana Grande, Miley Cyrus, Anitta, et cetera, fornecem o modelo de "mulher" que as crianças e adolescentes são inspiradas a seguir.

Talvez por isso também os esquerdistas odeiem o Cristianismo e sua da modéstia. Foi curioso ver os esquerdistas escandalizados com a volta da possibilidade de ensino de religião Cristã nas escolas. "Estado laico!", gritaram. Observem que esta é a mesma esquerda que quer ver crianças colocando camisinhas em pênis de borracha e educação sexual cada vez mais cedo. Para eles, uma criança pegar num crucifixo é horrível (a esquerda é vampira?), mas pegar em um vibrador, tudo bem.

Alguns educadores esquerdistas já estão colocando a educação sexual na pré-escola, para crianças de 5 e 6 anos. Pessoalmente, nunca entendi o objetivo da "educação sexual". Não acho que esta sirva para nada, já que ninguém precisa aprender "sexo", sendo algo tão instintivo, e, de fato, vivemos milhares de anos sem que isso fosse ensinado nas escolas. No mais, se alguém tem o papel de educar as crianças e adolescentes nessa área, seriam as famílias, e jamais o Estado. Não, o objetivo é realmente o de sexualizar cada vez mais as crianças e adolescentes, prepará-los para o "Admirável Mundo Novo" que vem aí.

Então trata-se realmente de um conflito entre uma visão de mundo literalmente satânica (materialismo, inexistência da alma, liberação total dos instintos e desejos, busca do extremo e do grotesco, destruição da inocência infantil) contra uma que busca o oposto (desapego aos bens materiais, transcendência da alma, auto-controle dos instintos, busca da virtude e da modéstia, preservação da inocência infantil).

É claro, a esquerda odeia outras coisas também, quase tudo que é tradicional (e por isso também o ódio ao homem branco e à cultura europeia), mas em última análise talvez isso também seja fruto de seu extremo e tresloucado materialismo e niilismo, que tudo quer destruir.

Curioso que eles próprios não se deem conta disso, e a maioria deles (ou ao menos os idiotas úteis) acredite estar do lado do "bem", da "ciência", da "razão", do "progresso".


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Mulheres de Atenas

No outro dia uma leitora falou que existem muitas mulheres que gostam de homens submissos. Será?

Bem, é fato que vemos várias mulheres casadas com homens submissos, e fazem gato e sapato deles. Mas será que é isto que elas desejavam no fundo do seu coração? Ou será que os constantes xingamentos e impropérios que atiram sobre eles, além de ocasionais traições, não passam de frustração com o próprio destino?

Na verdade, não sei. Acho que existem sim mulheres que preferem homem submissos e são felizes assim, mas não são maioria. A maioria das fantasias femininas gira em torno de homens másculos e dominadores, basta ler Sabrina ou Shades of Grey ou quase qualquer romance feminino ou dirigido às mulheres. Até as escritoras mulheres sérias como Jane Austen repetem esse tema à exaustão.

Porém, em muitos casos são as esposas que na verdade são as que mandam em seus maridos, então talvez a ideia não esteja tão errada assim. Afinal, uma coisa é a fantasia, e outra a realidade. Os homens gostam de ter a fantasia que mandam, e as mulheres que são mandadas, mas na vida mundana do dia-a-dia talvez o que ocorra seja exatamente o contrário.

Aliás, parece que esse mito das mulheres de Atenas submissas era só mito mesmo; embora fossem obrigadas a ser "do lar", dentro de casa eram elas que mandavam. Acho que um fenômeno parecido deve ocorrer no mundo muçulmano, mas não tenho certeza.

Outra reclamação das feministas é contra casos de "assédio". Mas o que é assédio? Cantadas indesejadas, apenas isso. Se forem desejadas, a mulher não reclama. Mas fica a questão: como é que o homem pode saber se a cantada for desejada ou não, se não tentar?

É claro que, no mundo do trabalho, e em especial se for uma pessoa de cargo superior dando em cima de uma inferior, isto é mais complicado e não deveria ser tolerado. Porém, mesmo assim, observemos que não faltam também casos de mulheres que se insinuam para cima de seus chefes.

Por exemplo, no meu trabalho anterior tinha uma asiática safadinha que vivia se esfregando em todo mundo. Ganhava vários privilégios simplesmente por sorrir para ou encostar suavemente a mão no ombro do gerente. Se fosse um homem, teria perdido o emprego ou estaria até preso, mas mulher tem essas vantagens.

Mas a verdade é que existe sim uma injustiça que as mulheres sofrem, em especial nos EUA. Recentemente, várias mulheres foram acusadas de "estupro" por transar com garotos mais jovens e pegaram até cadeia. A mais recente é esta jovem esposa de um treinador de futebol americano em uma escola, que copulou com um dos esportisas estudantes de seu marido. Foi acusada de "estupro" e poderá pegar até vários anos de prisão.

Bem, isto é uma rematada tolice. Mulher não pode estuprar, mesmo que queira. E no mais, um jovem de 16 anos não é nenhuma criancinha, ainda mais se no caso for (sendo jogador de futebol americano é uma possibilidade) um negro, que amadurece sexualmente mais cedo. Embora a vadia tenha errado, ainda mais sendo casada, não acho que seja caso de prisão. No máximo, algumas palmadas bem dadas em público.

De qualquer forma, casos como esse não devem ser estimulados então talvez seja melhor assim, não irei reclamar. Se querem igualdade, esta também deve se aplicar às coisas ruins.

Bom, queria falar mais sobre o assunto, mas minha namorada me proibiu. Fico por aqui amiguinhos, e até mais.


domingo, 24 de setembro de 2017

Poema do Domingo

THE RISEN ONE

Until his final hour he had never
refused her anything or turned away,
lest she should turn their love to public praise.
Now she sank down beside the cross, disguised,
heavy with the largest stones of love
like jewels in the cover of her pain.

But later, when she came back to his grave
with tearful face, intending to anoint,
she found him resurrected for her sake,
saying with greater blessedness, "Do not --"

She understood it in her hollow first:
how with finality he now forbade
her, strengthened by his death, the oils' relief
or any intimation of a touch:

because he wished to make of her the lover
who needs no more to lean on her beloved,
as, swept away by joy in such enormous
storms, she mounts even beyond his voice.

Rainer Maria Rilke



quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Quatro patas bom, duas patas ruim

Os progressistas estão doidos porque a "cura gay" deixou de ser proibida. Vejam bem, simplesmente houve uma liminar permitindo que terapeutas possam oferecer opções para quem quer deixar a vida homossexual de lado, mas ninguém será obrigado a seguir - mas mesmo isso é considerado polêmico hoje.

Enquanto esse povo se rebela contra a mera possibilidade de uma terapia psicológica, a terapia hormonal (e posteriormente cirurgia de retirada de órgãos) poderá agora ser permitidas para crianças "transgênero" de 7 anos, e isto é celebrado pelos esquerdistas com o beneplácito dos médicos e da mídia.

Uma mudança meramente comportamental em adultos capazes de pensar? "Horrível, nojento, crime!".

Uma mudança corporal irreversível no corpo de criancinhas? "Bacana, legal, progresso!".

Olhem, não acho que seja possível "curar" a homossexualidade. A meu ver, é meio como o alcoolismo, não moralmente mas no sentido de ser genético e no sentido de que tudo o que pode ser mudado é o comportamento. O alcoólatra pode parar de beber, mas não vai parar de sentir prazer com a bebida, e o homossexual pode parar de fazer sexo com homens, mas talvez não consiga parar de sentir atração por eles (acho eu, mas talvez seja possível).

De qualquer modo, se alguém quiser "parar de ser gay" através do celibato, não vejo que seja um problema muito grave. Pára quem quer.

Já a criação de "crianças transexuais" é um crime horrendo que destruirá a vida de milhares, e para quê? O que eles querem, que estas pobres crianças repitam histórias de vida tristíssimas como a de David Reimer, transformado em menina seguindo as teorias de um doido, e terminando em drogas, conflitos familiares e suicídio?

É, pensando bem, talvez seja isto mesmo o que eles querem.





sábado, 16 de setembro de 2017

Multiculturalizando o passado

Raramente vou ao cinema estes dias, e em casa quase só assisto filmes antigos, no máximo até os anos 70. A razão principal é que é difícil encontrar um filme contemporâneo que seja realmente bom e que não tenha alguma "mensagem" embutida.

No outro dia fui ao cinema por que havia uma sessão com desconto e me arrependi. Fui assistir um certo "Lady Macbeth", elogiadíssimo pela crítica e que não é baseado em Shakespeare mas em um romance* russo inspirado na maldade da personagem. A história foi adaptada para se passar no interior da Inglaterra vitoriana (1865), e trata sobre uma jovem rebelde em um casamento infeliz.

Até aí tudo bem; só que, começa o filme e a criada da protagonista é negra. Achei meio estranho, mas relevei. Um pouco mais adiante, a jovem pega um dos empregados da fazenda como amante - e vejam que surpresa, é um mulato feioso. Mais adiante ainda aparece outro personagem, uma criança, supostamente um filho bastardo do marido da protagonista. Adivinhem? É negro! E a aia que cuida dele? É negra também.

Nossa! Achei que tivesse entrado em um filme do Spike Lee por engano. Juro que não sabia que existiam tantos negros no interior da Inglaterra vitoriana em 1865! Mas aí fui pesquisar mais e descobri que já existiam negros na região desde a época do Império Romano, ou ao menos foi o que me informou a sempre imparcial BBC. E eles também garantiram que os negros sempre fizeram parte da história cultural da Inglaterra. Bem, se eles afirmam quem sou eu para discutir.

Nada contra filmes com negros, mas, se o objetivo era esse, por que não situar a história no Sul dos EUA? Faria mais sentido histórico. (No mais, se as atrizes no filme fossem interpretadas por asiáticas sem dar nenhuma explicação plausível, eu teria a mesma reação)

Não sei se acontece com todos, mas para mim esse tipo óbvio de manipulação me deixa incapaz de me concentrar na história do filme (que no caso nem era grande coisa, e, aliás, no filme os negros são todos bonzinhos e vítimas enquanto os brancos são todos malvados ou estúpidos). Entendo que exista uma tentativa de repintar o passado com as cores do presente, mas poxa, nem o refúgio dos filmes de época é mais concedido? (Em um outro recente filme, um dos Cavaleiros do Rei Artur virou negro também.)

Por enquanto, concentro-me em assistir filmes antigos, mas até quando isso será possível? No outro dia, retiraram "E o Vento levou..." de um cinema americano, acusando-o de racismo. E é bem possível que, com os avanços nos efeitos especiais, já estejam querendo "restaurar" filmes antigos para colocar mais personagens negros aqui e ali. Por que não? Orwell já dizia em "1984", quem controla o passado, controla o futuro.

"Estamos em guerra contra a Eurásia. Sempre estivemos em guerra contra a Eurásia."

"Somos multiculturais. Sempre fomos multiculturais."

 Típico casal inglês em Londres em 1967
(*) P.S. li agora o breve conto que inspirou o filme. É melhor do que o filme, não tem africanos, e termina de modo diferente e mais realista. Recomendo o conto, mas não o filme.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Sobre Arte e Censura

O polêmico cancelamento da mostra de arte "Queermuseu" traz uma série de questionamentos interessantes. Para quem não sabe, esta foi uma mostra de arte no sul do país, segundo os organizadores "a maior mostra de arte LGHTBQ já realizada na América Latina".

A mostra terminou gerando vários protestos de grupos conservadores, com acusações de pedofilia, zoofilia e vilipêndio à religião, e terminou sendo interrompida antes do tempo, devido à preocupação do banco patrocinador com a perda de clientes. Houve depois contra-protestos do pessoal de esquerda e do movimento gay, mas parece que não adiantou. A mostra continua fechada.

Enfim, parece que houve exagero de todos os lados. Pelo que pude ver, não existiam obras mostrando nenhuma atividade pedófila, mas havia sim um quadro com imagens de um homem fazendo sexo com uma cabrita (ou talvez um cachorro?) além de duas lésbicas japonesas e uma suruba homossexual de dois brancos (estuprando?) um negro. O vilipêndio religioso também foi claro, com hóstias marcadas com mensagens sexuais, além de imagens erotizadas ou supostamente blasfemas do Cristo na cruz.

Como quase tudo na arte moderna, as obras além de grotescas eram acima de tudo medíocres. Alguns defensores compararam as cenas de zoofilia da exposição com as imagens de "Leda e o Cisne" de Leonardo, ou as pinturas de Bosch retratando o Inferno, mas não há comparação possível. Além dos antigos serem pintores tecnicamente mil vezes superiores, fica clara a temática mitológica ou alegórica das obras. No quadro em questão, a suruba é só uma suruba mal pintada mesmo. E a própria artista afirmou que sua intenção era a de "quebrar barreiras morais".

E, de fato, para grande parte dos artistas pós-modernos esquerdistas, o objetivo da arte é esse mesmo, quebrar tabus, chocar, escandalizar. A ideia de "épater le bourgeoisie" nem é algo novo, vem pelo menos desde o fim do século XIX. Mas as pessoas estão cansando disso, e querem uma arte mais bela e mais espiritual, ou ao menos, não sempre tão agressiva e nojenta.  

De qualquer forma, fica a dúvida sobre a censura e sobre os limites da representação na arte.

Alguns dizem que tudo poderia ter sido resolvido limitando o ingresso da exposição a maiores de 18 anos. Pode ser. Mas será que era isso que eles queriam? Parece-me claro que um dos principais objetivos do movimento LGBTQR é sempre o de "educar" as crianças e aborrecentes. Não é por nada que existem até livros infantis sobre pinguins gays, focas lésbicas, etc. Então acredito que o ingresso livre tenha sido proposital, na ideia do "se colar, colou".

Tampouco acho que seria possível limitar as imagens de ódio à religião cristã, pois estão quase sempre presentes em mostras gays. O mesmo criador gay da "obra" das hóstias já havia anteriormente realizado uma "performance" em que rala uma imagem de gesso da Virgem Maria e a esfrega no seu pênis imundo. Protesto ou mera forma de auto-gratificação sexual? No país da peça "Macaquinhos", difícil saber.

Também acho o seguinte: muitos desses artistas e militantes da causa "queer" estão tão embrenhados nesse mundo de imagens distorcidas e diabólicas que passam a considerar "normais" ou "comuns" cenas extremamente gráficas de sexo ou de vilipêndio religioso, então quando aparece alguém que se choca com elas, eles também ficam, por sua vez, chocados. "Mas como? Ainda existe inocência neste mundo?"

Embora em teoria contrário à censura, acredito que certos limites, tanto temáticos quanto formais, quase sempre só fazem bem à arte. Paradoxalmente, a liberdade total pode terminar criando obras piores. É como se o artista precisasse de limites para não "pirar" demais. Não digo que seja sempre esse o caso, mas, muitas vezes, é exatamente o que ocorre.

De qualquer forma, parece ter sido um raro caso de vitória dos conservadores no campo das artes, e talvez por isso tenha gerado tanta discussão. O curioso que, nos EUA, está acontecendo o oposto. A censura à arte vem da esquerda, com a remoção ou diretamente o vandalismo de estátuas de personalidades consideradas "racistas" ou até contra galerias de arte "brancas".

Enfim, também não devemos esquecer que muitos desses movimentos supostamente "espontâneos" e "populares", seja de um lado do espectro político seja de outro, são muitas vezes planejados propositalmente, com o objetivo de "dividir e conquistar". Se tem uma coisa que este episódio demonstrou, e que é fácil manipular as pessoas e gerar histeria, seja para um lado, seja para o outro.

Bem, que importa? Os movimentos políticos passam. A (boa) arte permanece.


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Ganhar o mundo e perder a alma

"De que vale ganhar o mundo, e perder a alma?" perguntou Jesus a seus discípulos. É o que deveriam perguntar-se muitos no tal primeiro mundo. De que vale o crescimento econômico, a tecnologia, o conforto, a segurança, se perde-se o principal, a identidade, a cultura, a transcendência, os valores?

Recentemente, uma jovem canadense teve um neném e se arrependeu. Enrolou o próprio bebê num saco plástico para sufocá-lo, depois colocou num saco de lixo e pediu ao parceiro (que aparentemente não sabia que ela estava grávida, nem o conteúdo do saco) que o jogasse no lixão. O bebê já morto foi encontrado, a mulher foi presa, o parceiro se suicidou.

Por este crime, a jovem pegou adivinhem quanto?

Quatro meses de prisão.

O Canadá é um país adiantado e progressista, e quando a mãe mata o próprio bebê em condições mentais alteradas, isto pode ser considerado "infanticídio", que tem pena menor do que assassinato, com no máximo 5 anos de prisão.

Até que faz sentido. É uma espécie de aborto tardio. Se matar bebês de até seis meses no útero é permitido, por que não matá-los aos nove meses e pouco?

(O Canadá é o mesmo país que já liberou sexo com animais se não incluir penetração - sexo oral com cachorros, por exemplo, em teoria é permitido.)

Isto mostra mais uma vez que o problema do Ocidente é espiritual mais do que material. Um paraíso materialista mas vazio. Por que tantos imigrantes querem ir para EUA, Europa, Austrália? Não é pela cultura, eles estão defecando e andando para isso, às vezes até literalmente. Eles querem meramente conforto material.

E o que quer a elite? Também, nada mais do que aumentar os lucros, reduzindo os pagamentos aos trabalhadores, além de dividir a população para poder reinar.

O problema maior da imigração não é o crime, não é o terrorismo, não é nem mesmo a maior competição por empregos e a consequente desigualdade social. O problema maior é a perda da identidade, dos laços de comunidade, bem como dos valores morais que só existem em um contexto religioso compartilhado por todos (muitas religiões diferentes também não dão certo, pois ninguém se entende, e há muitos conflitos).

O paraíso tecnológico que os globalistas prevém é um mundo asséptico, robotizado, militarizado, utilitarista. A liberdade sexual será total. Aborto e até infanticídio serão possíveis. Sexo com animais e até crianças será permitido. Velhinhos serão eutanizados quando chegar a sua hora, para não dar despesas aos cofres públicos. Trabalhadores terão chips cerebrais que lerão o conteúdo de suas mentes. Um povo sem cultura, sem identidade étnica, sem religião, sem valores e sem História, no qual todos serão apenas escravos do Estado e dos próprios instintos!

Mas de que valerá tudo isso?

Por que uma mãe mata um bebê? Por que tantas mulheres abortam, e por que tantas mais desejam esse "direito"? Simples, para evitar responsabilidades indesejadas. Para que uma noite de putaria não se transforme em uma responsabilidade de vinte anos.

A solução patriarcal para isto era restringir o sexo apenas dentro do casamento, de forma que os filhos surgissem apenas em um ambiente ideal. Certo que ainda aconteciam abortos ou bastardos cá e lá, mas em menor número, e mães solteiras eram mal vistas. Isto podia ser ruim individualmente, não há dúvidas, mas socialmente tendia-se a uma sociedade mais serena.  

Talvez o que estejamos observando hoje seja a falência final dos ideais iluministas.

Na carta de independência americana, influenciada pelo iluminismo, fala-se no direito de cada um à "busca da felicidade". Mas talvez o problema seja justamente essa "busca da felicidade" individual. Não sei como era a vida na Idade Média, mas duvido que a busca da felicidade individual fosse o objetivo maior.

A verdade é que a busca dessa tal felicidade muitas vezes termina em fracasso e desilusão. Sim, todos ou quase todos caímos nesta armadilha, mas devemos aceitar que somos quase sempre vítimas de nossas próprias ilusões. Uma mãe que se sacrifica pelo próprio filho é mais ou menos feliz do que aquela que o aborta para seguir a sua carreira de modelo e atriz? Não sei, mas a primeira opção parece mais moralmente correta do que a segunda, independentemente do seu resultado final em termos de "felicidade", algo meio difícil de medir.

Talvez apenas tenhamos ido demais para o outro lado. Antes tínhamos uma sociedade mais focada no bem comum do que na liberdade individual, em especial das mulheres. Hoje é o oposto, a liberdade individual é levada ao extremo, chegando até a exemplos grotescos de pessoas que operam e mutilam o próprio corpo para "trocar de sexo" ou transformar-se em Kens, em Barbies ou até em dragões e lagartos.

O ideal seria um meio-termo entre aspirações individuais e ordem social, em resumo, uma busca do bom senso. Mas quando é que a humanidade conseguiu isso?


domingo, 27 de agosto de 2017

Sonho eterno

Ando meio melancólico e portanto meus posts parecem mais pessimistas do que na realidade deveriam ser. Afinal a vida é bela e não vale a pena ficar se preocupando por bobagens como a sobrevivência do Ocidente! O negócio é curtir e se divertir. E no entanto mesmo sabendo que é tolice, às vezes não consigo evitar a ansiedade com o futuro.

Alguém já fez teste genético para verificar sua ancestralidade? Já fiz, mas me arrependo. Assim como Google e Facebook obtém de graça os seus dados para utilizá-los para outros fins ou até vendê-los, parece que estas empresas como 23andme estão de olho na sua informação genética. Poderão utilizá-la para vendê-la a empresas de saúde, ao governo, ou a quem mais interessar.

Não apenas isso. Imagine um futuro em que as grandes corporações e os governos sabem tudo sobre seus genes, sua ancestralidade, suas capacidades e incapacidades, sua personalidade e suas possíveis doenças, e poderão utilizar isso contra você. Assustador? Que nada, é só o começo.

É interessante observar como temos hoje em dia a mais incrível tecnologia de controle total jamais criada. Quando "1984" e "Admirável Mundo Novo" foram escritos, não existia a Internet nem testes genéticos, e mesmo assim eles adivinharam bastante o que vem por aí. Mas a realidade pode ser ainda mais terrível.

Afinal a tecnologia pode ser uma liberação, mas também uma prisão. Imagine um futuro em que só existe o dinheiro virtual (e portanto todo gasto pode ser rastreado); carros auto-dirigíveis (todas as suas viagens também sendo gravadas); seus genes mapeados e você ainda tem um chip subcutâneo que transmite constantemente sua lozalização e todas as suas informações.

Neste mundo não haverá escapatória, e talvez seja meio o que os globalistas querem. De fato a vida do gado hoje em dia é mais ou menos parecida: recebem um chip ao nascer, vivem constantemente monitorados e finalmente quando chega a hora sofrem um "abate humanitário"...

Não sei, cada vez gosto menos da tecnologia e das grandes cidades, e às vezes penso que gostaria de me embrenhar num mato e viver lá para sempre sem qualquer contato com o mundo "online". Mas bem sei que tampouco isto é uma escapatória...

E no mais, quem sabe se tudo isto que achamos ser a realidade não é na verdade um sonho ou uma simulação? A ideia não é nem um pouco nova: anos antes do filme "Matrix" já havia sido preconizada por Philip K. Dick, e mesmo alguns filósofos da antiguidade já sugeriram coisas parecidas. Talvez o sonho seja realidade, e a realidade, sonho.

Enfim, como podemos saber? Vou lá dormir e sonhar, não me acordem até 2036.


Temas sobre os quais talvez um dia escreverei

Não ando tendo tempo ou paciência para textos mais exaustivos mas tive vários pensamentos sobre coisas sobre as quais gostaria um dia de falar. Aqui vai então um pequeno pout-pourri.

Negros são "cool"? O que explica a popularidade global da cultura e música negra? Vez por outra vejo que um carro pára no sinal tocando rap a todo volume, mas não é um negro no volante, e sim um branquelo. Rap e hip hop hoje em dia são muito populares entre brancos, e mais ainda entre árabes e latinos, e até mesmo entre os asiáticos. Dizem que os chineses na China são racistas contra os negros. Pode ser. Mas parece também que hoje muitos dos mais jovens costumam ter como ídolos os basquetebolistas negros da NBA. Na Coréia, vários músicos imitam o estilo hip hop negro, e os jovens coreanos se vestem de maneira a imitar rapeiros. Bem, detesto rap e hip hop e não gosto de basquete, mas é preciso admitir que os negros podem ser criativos. Alguns são bons comediantes e músicos. Eu costumava gostar de jazz e das cantoras negras dos anos trinta, ainda que hoje não escute tanto. Mas a cultura negra atual me parece tão focada na violência e na vulgaridade que não consigo entender seu sucesso, salvo que o Ocidente inteiro está em um mesmo processo de vulgarização mental, afinal, a música "branca" não anda lá muito melhor.

Por que judeus odeiam o cristianismo? Vez por outra tem algum filme ou série ou obra de arte que propositalmente satiriza ou critica o cristianismo e os cristãos. O último exemplo é uma série chamada "Preacher" que além de oferecer fartas doses de sexo e violência agora tem uma cena que mostra Jesus fazendo sexo. Também mostra um suposto descendente de Jesus que seria retardado mental devido à endogamia (oi? judeus criticando a endogamia?). OK, é verdade que os autores do material original são na verdade irlandeses (ex-católicos) e a roteirista parece ser anglo, mas os produtores são judeus. Enfim, talvez seja apenas anti-clericalismo irlandês, quem sabe? Anos atrás tinha uma comédia irlandesa chamava "Father Ted" que também tirava sarro do catolicismo, ainda que de modo leve e jamais desrespeitoso, e era divertida. Mas uma coisa é criticar a própria cultura e religião, e outra a dos outros. O chato é que não é a primeira vez que judeus fazem troça com o cristianismo, mas reclamaram do filme do Mel Gibson ser "anti-semita" e quase acabaram com a carreira dele, e tente fazer uma comédia sobre rabinos pedófilos. Ah, sim, a série em questão tira sarro de Jesus, cristãos e rednecks, mas não de gays, muçulmanos, negros, etc. Típico.

Quem tem mais chance, EUA ou Europa? Os EUA tem o tamanho e a maior liberdade, a Europa tem a memória do nacionalismo e das tradições étnicas. Os EUA tem os mexicanos, que são mais assimiláveis, e portanto mais difíceis de expulsar, a Europa tem os muçulmanos que se misturam menos e são mais agressivos, o que pode terminar numa guerra -- e em guerra vale tudo, até expulsão. Mas a situação está complicada para ambos. Minha impressão é que se houver um conflito ele ocorrerá primeiro na Europa, mas a longo prazo os EUA terão problemas maiores e terminarão se balcanizando em várias repúblicas. Já o Canadá será dividido entre chineses e muçuns.

Viva os japoneses. Dizem que os japoneses seriam "arianos honorários", mas isto não me parece um elogio. Os arianos nem são tão grande coisa assim e os japoneses têm a sua própria cultura, e digo mais, em vários aspectos melhor do que a ocidental. Não sei por que dizem que os asiáticos são menos criativos. Cineastas japoneses estão entre os melhores do mundo, adoro seus filmes. Falo de filmes mais antigos e clássicos, pois me parece que a geração mais recente também se americanizou. Ainda assim, eles resistem bravamente ao globalismo e continuam japoneses.

O paradoxo do multiculturalismo. Dizem que o tal multiculturalismo serve para aproximar as pessoas. Em certo sentido limitado isto é verdade. Em pequena e superficial escala, todos somos humanos e temos muitos dos mesmos problemas. Em ambientes controlados, como o trabalho ou reuniões de clubes, a diversidade étnica pode funcionar sem muitos problemas. Porém, o curioso é que hoje nas grandes cidades ocidentais temos sempre uma Chinatown, uma Koreatown (nem os asiáticos se misturam entre si), uma mini-Paquistão, a pequena Itália, o barrio mexicano, o gueto negro, e assim por diante. Ué! Mas se era para ficar cada um no seu canto, reproduzindo a própria cultura, então para que migraram em primeiro lugar? Quase pareceria que, como a água e o óleo, o mais natural é os grupos diversos não se misturarem, mas permanecerem isolados. Mas então, por que não manter esse isolamento e diferenciação que já existia na forma de estados-nação, ao invés de reproduzi-lo na micro-escala das cidades?

Censura pra valer. A máscara do "free speech" caiu. Google e Youtube começaram a censurar para valer vídeos que vão contra o sistema, e provedores estão negando hospedagem ou até tirando do ar vários sites "polêmicos". E este blog até quando permanecerá?



terça-feira, 22 de agosto de 2017

Breves Notas Sobre Millenials

Estive conversando superficialmente com Millenials, tanto europeus como norte-americanos e até mesmo alguns de outras nacionalidades e etnias não-brancas. Enfim, jovens na faixa dos vinte e começo dos trinta anos. Basicamente o que parece ocorrer é o seguinte.

- Gostam de drogas. Fumam, bebem, cheiram e tomam até LSD. Na minha geração também havia muitos maconheiros e alguns cocainômanos, mas parece-me que esta geração anda se drogando um pouco mais. Raros são os que não consomem ao menos maconha.

- Praticamente todos tem ao menos uma tatuagem, mas em número limitado; parece-me que ter muitas tatuagens pelo corpo todo começa a ser meio démodé ou coisa de classe baixa, mas não tenho certeza.

- Muitos são vegetarianos ou veganos, ou então preocupados com o glúten, etc. Enfim, a alimentação natural é uma de suas principais preocupações.

- Estão sempre com seus telefones ou então conectados em mídias sociais, mas isto não é novidade para ninguém.

- São a favor do multiculturalismo pois é como cresceram e vivem, mas parece-me que estão meio preocupados com a questão da imigração, ainda que raramente seja um tema de conversa.

- Politicamente tendem a ser progressistas, naturalmente, porém mais cínicos e desconfiados do que a geração anterior. Não são idealistas e estão por dentro de várias "teorias da conspiração", acreditando nelas ou não. Se tem uma causa que abraçam é ambientalista ou a dos animais, ou então a causa gay, mais do que lutas políticas.

- Parecem menos promíscuos do que a geração "paz e amor". Falam bastante sobre sexo, mas preferem praticar dentro de uma relação monogâmica convencional, ou várias breves relações monogâmicas mas sem tanta putaria. Porém, atrasam o quanto podem o casamento, e poucos são os que desejam ter filhos. Aqueles que já tiveram filhos em geral já estão separados.

- Talvez seja uma forma de proteção. Ao contrário do clichê de "narcisistas" ou "egoístas", é uma geração que, consciente ou inconscientemente, sabe muito bem que está mais fodida do que a anterior, e que seus filhos (se os tiverem) vão passar por uma situação pior ainda.


Papa Francisco é do Demônio?

Cresci católico, mas renego este Papa e espero que ele seja logo levado para as chamas do Inferno por Belzebu. Não seria de todo ilógico: Dante colocou uns quantos Papas no Inferno, acho que tem lugar para pelo menos mais um.

Agora o Padre Chico (recuso-me a chamá-lo de Papa) afirmou  que o bem-estar dos imigrantes é mais importante do que a segurança dos europeus, e ainda posou em uma foto revoltante com um grupo de muslims africanos.

Padre Chico vem da "teologia da libertação", aquela corrente comunista da Igreja na América Latina que foi um desastre, inclusive para a própria Igreja, fazendo-a perder milhões de fiéis para os evangélicos.

Os tolos dos padres comunistas acharam que ficariam mais próximos dos pobres apoiando reforma agrária, distribuição de renda e outras tolices. Que estúpidos. Pobre não quer comunismo. Pobre quer milagre. Pobre quer fé. Os evangélicos fizeram uma limpa na Igreja Católica.

É verdade que já desde (pelo menos) os anos 60 a Igreja Católica foi subvertida, mesmo assim, ainda existem algumas figuras mais tradicionais e não dá para entender como é que este bobo da corte foi eleito. É ainda mais estranho se pensarmos que o Bento XVI se aposentou, supostamente por "motivos de saúde" e ainda está vivinho da silva.

Além de muçulmanos, Padre Chico também adora confraternizar com hindus, protestantes, judeus e budistas. Tudo menos com católicos tradicionais.

Talvez o cálculo do Padre Chico e seus amigos seja de que tornando o catolicismo mais próximo do progressismo moderno, seja mais fácil converter os europeus de volta à religião. Rematada besteira, é claro. Quem já tem uma religião, no caso o progressismo, não vai trocá-la por uma que se rebaixa a imitá-la: querer copiar o progressismo é basicamente afirmar que este é superior aos valores milenares da Igreja. Então, pra que trocar seis por meia dúzia?

Não creio que seja isso; não acho que a intenção seja a de conseguir mais fiéis, mas justamente o contrário, a de diminuir o seu número, e a de aumentar o número de muçulmanos e de ateus.

Mas então, se Padre Chico quer isso, então ele é anti-católico e anti-cristão, e quer acabar com a sua própria Igreja. Porém, como ele não parece ser assim tão inteligente ou maquiavélico, só posso concluir então que existem outras "forças ocultas" que o estão comandando.

Sim, isso mesmo que vocês estão pensando: Padre Chico está possuído por Satanás, e busca nada mais e nada menos do que a destruição total da Igreja Católica e do Cristianismo, seguido do retorno sanguinário e triunfal do Senhor das Trevas!



quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Calma, eles só querem que você morra!

É o fim da alt-right, ou apenas o começo? O fiasco de Charlottesville parece indicar de qualquer forma que algo está mudando, e não para melhor. Mais conflitos ocorrerão com certeza, infelizmente.

O evento no fim das contas foi um grande fiasco para a direita, mas também para a esquerda. Se os direitos com a ajuda da mídia ficaram parecendo um bando de palhaços desorganizados, os antifas não ficaram muito melhores e mostraram toda a violência e nojeira de que são capazes.

Com certeza também houve infiltração. Entendo as bandeiras confederadas, mas o que faziam bandeiras nazistas em um evento (supostamente) para protestar contra a remoção de uma estátua do General Lee? Bem, por outro lado o evento se chamava "Unir a Direita", o que em teoria incluiria todo mundo. Mas o tal Richard Spencer também parece outro infiltrado...

E o alt-righteiro que atropelou antifas - um inflitrado também? Uma "falsa bandeira"? Antes do incidente ele apareceu em um evento de uma organização nacionalista da qual ele não era membro. Quem é que vai com uniforme e bandeira da organização, se não pertence a ela, a não ser para enganar a mídia? E digo mais, pode ser apenas coincidência, mas alguns informam que a mãe do garoto é judia. Não que não possam existir nacionalistas brancos judeus, afinal eles não apóiam os nazis na Ucrânia, e não houve um caso famoso de um neonazi judeu que até virou filme? Mas que tudo é meio suspeito, isso é.

Enfim, tudo é uma confusão!

Seja como for, o problema é que quando não se deixa espaço para discutir de forma calma e moderada assuntos importantes como imigração, quando se acusa de "nazis" ou "nacionalistas brancos" até pessoas como Charles Murray, Steve Sailer ou o próprio Trump, você está no fundo aumentando a radicalização e os conflitos, deixando que apenas os radicais falem.

Talvez seja isso o que eles querem. Se os brancos são suicidas com suas políticas de imigração e de devolução cultural, os anti-brancos também são suicidas na medida em que parecem querer empurrar os brancos para uma radicalização cada vez maior.

Depois do fim da segunda guerra, dos direitos civis e do fim do comunismo, havia pouco interesse em novas guerras e em perseguição de negros, judeus ou quem quer que fosse. Bastava ficar de boa, e a elite permaneceria no comando por mil anos. Mas não, parece que eles não se contentam mais do que com o poder total, e vão continuar empurrando mais e mais, literalmente forçando conflitos e radicalismo cada vez maior de todos os lados, branco contra negro, judeu contra muçulmano, latino contra chinês.

Quando só houver 30% de brancos nos EUA e/ou na Europa, serão poucos brancos, mas estarão acuados e serão bem mais radicais e violentos. E eu aposto mais em 30% de brancos do que em 70% de não-brancos, aliás, mesmo se restassem só 10% de brancos ainda apostaria neles.

Mesmo assim, tudo parece uma confusão estúpida e desnecessária, um aumento de conflitos violentos que ninguém quer e que não vai ser bom para ninguém, nem mesmo para os doidos globalistas da elite - e nem dá para entender o que eles querem, talvez eles só queiram ver o circo pegar fogo, mesmo, afinal esta é a alegria do palhaço -- mas quem brinca com fogo acaba se queimando.

Eu ia terminar o texto por aqui, mas agora vi que houve um novo atentado com carros, desta vez em Barcelona. Por que Barcelona? Que país árabe eles invadiram desta vez? E por que antes eram sempre bombas e agora são sempre carros? Será que tudo isto não é uma manobra para tornar obrigatório o uso de carros auto-dirigíveis??

E por que estes porcos globalistas ficam tão doidos com algumas poucas pessoas protestando contra a remoção de uma estátua, quando arquitetam massacres e outras bizarrices? No mesmo dia em que sofreu o atentado, a Espanha acolheu um recorde diário de 600 novos refugiados. Este foi o agradecimento que recebem?

Nossa! Será que os globalixos e seus lacaios muçulmanos nunca cansarão de matar homens, mulheres, crianças e animais?

Sério, o que será que estas pessoas da elite têm? Doença mental? Um vírus na cabeça? São alienígenas reptilianos? São possuídos pelo Demônio??

Chega de genocídio branco e cristão. Fora não-brancos da Europa e EUA. Fora muçulmanos. Fora judeus. Fora negros. Fora asiáticos e hindus também. Fora todos! Apenas isso.


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

O resto é silêncio

Tá bom, tá bom. Chega de pessimismo! Hoje só quero ver passarinhos cantando, cachorrinhos brincando, gatinhos miando! E quero ficar longe nem que seja só por hoje das notícias do dia a dia e da Internet. Mas quem disse que conseguirei? Até depois. Boa semana a todos. Abs.
I have of late, (but wherefore I know not) lost all my mirth, forgone all custom of exercises; and indeed, it goes so heavily with my disposition; that this goodly frame the earth, seems to me a sterile promontory; this most excellent canopy the air, look you, this brave o'er hanging firmament, this majestical roof, fretted with golden fire: why, it appeareth no other thing to me, than a foul and pestilent congregation of vapours. What a piece of work is a man! How noble in reason, how infinite in faculty! In form and moving how express and admirable! In action how like an Angel! In apprehension how like a god! The beauty of the world! The paragon of animals! And yet to me, what is this quintessence of dust? Man delights not me; no, nor Woman neither; though by your smiling you seem to say so. (Hamlet, Act II, Sc. II)


domingo, 6 de agosto de 2017

E agora, quem poderá nos defender?

Quando foi que o Ocidente começou a degringolar? Foi antes ou depois da Segunda Guerra? Ou quem sabe ainda na Primeira Guerra, quando milhões de brancos se trucidaram entre si sem motivo? Foi na Revolução Francesa, que primeiro destruiu os alicerces tradicionais? Ou antes ainda? Foi com a extinção dos Neandertais?

A ideia do "Ocidente" (ou, mais especificamente da "América", já que a Europa mereceria uma discussão um pouco a parte) como um lugar de liberdade não é de todo ruim.

No outro dia ouvindo uma conversa com uma árabe secularizada, ela contou sobre a vida em países como Arábia Saudita ou Kuwait. Mulheres não podem sair de casa sozinhas ou acompanhadas de qualquer um que não seja seu pai ou seu irmão. Centros comerciais tem locais separados para homens e mulheres. Não existem cinemas, pois o escurinho da sala poderia dar lugar a contatos indesejados. Álcool é 100% proibido. Mulheres não podem dirigir nem fazer nada. Enquanto isso os sheiks bilionários tem acesso a uísque importado e contratam putas brancas e as obrigam a fazer coisas extremamente nojentas, e por muito dinheiro, elas fazem. Em resumo, é uma bosta. Um lugar primitivo para pessoas primitivas que não sabem controlar seus instintos.

São tradicionalistas? De certa forma são. Mas não vejo essas teocracias islâmicas como algo muito atraente, e entendo quem queira fugir de lá.

Por outro lado, em algum momento, o Ocidente exagerou, e virou também, só de que outra forma, um circo de freaks.

Agora a notícia do dia é sobre um suposto "casal gay" que teve filhos. Na verdade um deles é apenas uma mulher que tomou hormônios masculinos para ter barba e outras características masculinas. Mas enfim, continua sendo biologicamente mulher. Um caso grotesco, bizarro, e que com certeza trará um sem fim de tristezas para a pobre criança nascida nesse berço pouco esplêndido. E no entanto o caso está sendo celebrado e paparicado por todas as pessoas "de bem".

Moro numa cidade multicultural na qual a assimilação é a norma. 90% das pessoas abaixo de 30 anos tem tatuagem, e casais mistos são extremamente comuns. Brancos com hindus, brancos com asiáticas, brancos com latinas, negros com brancas, e até -- e isto é novidade recente pois antes quase não via e agora vejo até com certa freqüência -- brancos com negras.

Confesso que este último caso não me incomoda. Gosto de mulheres negras. São simpáticas e espertas. Os outros casos de miscigenação tampouco me incomodam muito. Conheço um alemão que está fornicando com uma hindu. Que sejam felizes e tenham muitos filhos! Na verdade, acho que só não gosto de ver homens negros com mulheres brancas. Mas não sei por que. Acho que é porque tendo a não gostar de homens negros: possuem todas as características que não admiro: extroversão exagerada, agressividade, petulância, sempre rindo, roupas ridículas, gosto musical estúpido. E vê-los com uma branca atraente realmente é perturbador. Até por que não consigo entender o lado delas. Se fosse uma branca gorda, feia, tatuada, rejeitada, OK; mas brancas bonitas? É como ganhar na loteria e jogar o dinheiro pelo ralo.

Mas tudo bem, esses são apenas detalhes, o furo é mais embaixo.

Vejam bem, o problema do multiculturalismo é que, no fim, ele não representa nada. As pessoas no fundo continuam tribalistas. Sob a aparência da mistura, que no entanto é limitada, o que se vê é mais uma cidade segregada. Bairro iraniano, bairro chinês, bairro turco, bairro armênio, bairro aborígene, etc. E pessoas cada vez mais enclausuradas em si mesmas, perdendo totalmente o senso do coletivo.

O problema de fato é que em algum momento a "liberdade" do Ocidente que era para ser algo mais intelectual virou meramente a liberdade de beber todas, tomar todas as drogas possíveis, tatuar o corpo inteiro e dar a bunda. E, claro, a liberdade para qualquer um imigrar -- mas claro que só numa direção, de não-brancos para países brancos. Já a liberdade intelectual, bem, essa está sumindo, e nem tão lentamente assim.

Não consigo ver isso como algo positivo. Limites são necessários na vida. Se tudo vale, por que não incesto ou pedofilia? Realmente, por que não?

Não sei dizer se foi o ocaso da religião, o cansaço com as guerras nacionalistas, a constante subversão midiática, a lavagem cerebral de nossos velhos conhecidos transformando a mera existência de brancos não-multiculturais em "racismo", o neo-imperialismo americano, ou outro motivo o que gerou essa mudança. Acho que foram todos esses fatores e mais uns outros, e foi uma mudança gradual.

A questão mesmo é se toda essa desgraça pode ser revertida, e se isso pode ser feito antes que seja tarde demais.

As elites políticas estão vendidas e são inimigas do povo. A população drogada por apetrechos tecnológicos e mídia social (quando não por drogas mesmo, 38% dos americanos adultos já tiveram receitados medicamentos à base de ópio, e a marihuana já é legal em muitos estados) nada faz para protestar, aliás, até celebra estas aberrações. As poucas pessoas que levantam estas questões são recriminadas e ostracizadas. Enquanto isso a elite constrói seus bunkers e a diferença entre ricos e miseráveis só aumenta. Quem pode pode, e quem não pode, se sacode. O globalismo está no comando e só não se sabe se o futuro nos reserva onflitos eternos entre diversos povos ou um estado autoritário escravista global.

E agora? Quem poderá nos defender?



terça-feira, 1 de agosto de 2017

Só Jesus Salva

No outro dia li um trecho interessante num romance de Graham Greene.

O sujeito confessa a um amigo que estava preocupado que sua esposa o traísse. O amigo diz algo do tipo, "não se preocupe, ela te ama", mas o sujeito informa que amor não é garantia: amor pode acabar. Ele diz que a solução mesmo seria converter a esposa ao catolicismo, afinal, o que você talvez não faça por uma pessoa, poderá fazer por Deus.

De fato, a crença religiosa é o que impede muitas pessoas de cometerem pecados e crimes esdrúxulos ou de cair nas drogas e na prostituição. E, da mesma forma, também pode motivá-los a lutar.

Nenhum europeu vai resistir à invasão muçulmana em nome do "casamento gay", dos "direitos das lésbicas", da "igualdade de salários para mulheres", dos "banheiros mistos para transsexuais", do "direito de se vestir como uma putinha" ou de qualquer outro estúpido "valor" progressista.

Também poucos irão lutar e resistir em nome de ideologias, seja "fascismo", "socialismo" ou "capitalismo".

(Aliás, capitalistas são LIXO!!! Já fui libertário, hoje considero-os uns idiotas quase piores do que os comunas. Vejam aqui a Economist, bíblia dos libertários, afirmando que com um mundo sem fronteiras seria "78 trilhões mais rico" e que "valeria a pena até subornar os que são contrários para obter isso". Não tenho ideia de onde tiraram esses números, mas, mesmo que isso fosse verdade, esses imaginários "78 trilhões" iriam para quem? Certamente não para mim ou para você, mas talvez para bilionários que desejam ficar trilionários.)

Enfim, só otários para lutar por um sistema político que, seja este qual for, jamais os beneficia.

Lutar pela pátria? Sim, isto talvez. Há pessoas que morrem e matam por times de futebol, por que não por um país? E o nacionalismo ainda é um instinto forte.

Mas, ele faz menos sentido quando os países são colchas de retalhos multiculturais de ideologia progressista - você está lutando pelo quê exatamente: pelo direito de imigrantes somalis se instalarem e defecarem publicamente no seu bairro, ou pelo direito dos transexuais de cortarem o pênis com os seus impostos?

No mais, algumas pessoas até poderão lutar por ideologias ou por nações, como sempre fizeram ao longo da história, e mais ainda se encontrarem algum líder carismático, mas serão, quase sempre, uma minoria.

E certamente ninguém se arriscará a morrer ou matar pelo "progressismo", que sequer é uma ideologia coerente, mas mais uma espécie de doença mental.

Aliás, se querem um resumo da mentalidade progressista, assistam este comercial. Sexo multiracial, hedonismo, gayzismo, lesbianismo, consumismo, decadência social e sexual, capitalismo e valores da esquerda social unidos em uma propaganda de uma multinacional de bebidas alcólicas, está tudo ali. Quem é que vai matar ou morrer por isso?

Porém, assim como os cristãos que morreram devorados por leões na época romana e os islamitas que se explodem hoje em dia, muitas pessoas continuarão a matar e morrer por Jesus ou por Maomé.

Isto não quer dizer que as Igrejas estejam certas, ao contrário. As seitas protestantes já celebram casamento gay há tempos e agora irão celebrar a mudança de sexo. Os luterasnos estão ajudando a trazer imigrantes a rodo. Alguns cultos evangélicos viraram tão sionistas que até já abandonaram a cruz trocando-a pela estrela de Davi. E mesmo os católicos não estão muito melhores, cheio de padres homossexuais e até o anti-papa Francisco está mais interessado no comunismo e em beijar os pés de muçulmanos do que em promover o catolicismo.

A Igreja é falha por que o homem é falho, porém, a verdade se mantém: as pessoas se sacrificam por ideais transcendentais ou pela suposta vida após à morte ou por comando divino, e não por qualquer coisa relacionada com a miserável humanidade ou com este planeta imundo. Se isto existe mesmo ou não, não sei e não tenho como saber; mas é verdade que a fé move montanhas.

Vejam que isto não tem necessariamente a ver com a existência real ou não de uma entidade divina. Mas é que para efeitos de motivação, o ateísmo é péssimo. Isto é que não entendo nos "militantes ateus", cuja intenção deve ser a mesma daquela criancinha de oito anos que descobre que Papai Noel não existe e se desilude e por isso quer arruinar a crença dos outros também.

Afinal, não há nada de muito bom ou alegre num universo ateu, aliás, é o oposto, é algo horrível. "Vamos salvar o Ocidente pois não passamos de um amontoado de moléculas inúteis com uma existência sem sentido igual à de bactérias imundas flutuando num oceano de fezes" não parece ser um bom slogan. Ateus reais deveriam admitir que levado às últimas conseqüências o mundo ateu materialista é terrível, pavoroso, nojento e cruel.  E, portanto, pouco motivador para a maioria das pessoas.

Só Deus salva.

Volta logo, Jesus!!!!

sábado, 29 de julho de 2017

Feminicídio existe?

Uma nova palavra está no ar: "feminicídio". Daqui a pouco irão inventar "gaycídio" e "transcídio". Olhem, realmente não entendo muito esta ideia de criar uma categoria separada para o homicídio de mulheres. Qual a diferença? Que houve estupro também? Mas isso já é contabilizado pela lei, ou não é?

Não, a ideia por trás parece ser só a de manter o meme da "cultura do estupro" e colocar o homem, e em especial o homem branco beta pagador de impostos, sempre como culpado de tudo.

No outro dia uma moça foi estuprada e assassinada em um crime bárbaro. Terrível, e seus assassinos deveriam ser condenados à morte, mas a causa feminista já está pegando o caso de carona para vender o "feminicídio".

O curioso, ou nem tão curioso, é que a moça "tinha uma relação" com um dos bandidos, um músico drogado, e foi voluntariamente com ele ao motel, onde os comparsas esperavam. Bem, elas gostam de bad boys, não é?

Enfim, meu conselho às mulheres é que jamais se metam com drogados. Primeiro porque eles irão fazer qualquer coisa para conseguir dinheiro para drogas (essa é a prioridade deles), segundo porque devido à vida que levam eles costumam andar com péssimas companhias (traficantes, assaltantes, etc.), e terceiro porque, salvo raras exceções, costumam ser péssimas pessoas. O vício é mau conselheiro.

Evidentemente não falo aqui de um maconheiro ocasional, mas usuários de drogas fortes ou maconheiros full-time. A Suzana Richtoffen também se envolveu com um drogado e deu no que deu, ainda que neste caso a psicopata fosse ela. E uma mulher que conheci sempre apanhava e foi forçada a abortar por um namorado drogado - curiosamente, ela só denunciou a violência publicamente quando o "bad boy" enjoou de bater nela e a abandonou.

Um outro caso similar na Argentina gerou comoção - uma adolescente estuprada e morta por um grupo de homens, que gerou a campanha "nem uma a menos". De novo, eram homens drogados sendo um deles um drogado com quem ela tinha uma "relação", e, de novo, ela foi voluntariamente com ele para o motel, onde os comparsas esperavam.

Outra dica, além de evitarem cópulas e concubinatos com drogados, traficantes, criminosos ou cafetões, seria a de mulheres (brancas) evitarem relações com outras raças mais impulsivas. No outro dia uma branquela italiana decidiu andar pelada pelas ruas de Bolonha. Vejam nas fotos as reações distintas de brancos e negros à ocasião. Bem, não quer dizer que também não existam brancos nojentos e impulsivos também, mas em média parecem ter um pouco mais de controle sobre o próprio pênis, ao menos em público. (Aqui um outro relato de uma jovem inglesa que foi estuprada por dois muçulmanos, "asiáticos" segundo a reportagem, mas não se enganem, na gíria dos jornais ingleses, "asiático" significa "paki").

Relações com músicos e esportistas também são desaconselháveis, na minha experiência terminam dando errado, o melhor mesmo é claro que seria a moça procurar um pacato contador ou programador, mas onde é que está a emoção nisso para a mulher?

Enfim, tampouco podemos esperar total racionalidade nos assuntos da vagina e do coração, mas ao menos um pouco de prudência, ainda mais em sociedades perigosas como a nossa, não seria de todo ruim.

Sim, vamos lutar contra o feminicídio, tudo bem, mas as mulheres pensarem um pouco melhor o que fazem e com quem se envolvem, isso não, não é?